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Fuja das dívidas

As mulheres são responsáveis por pouco mais da metade da inadimplência no País. Aprenda a reestruturar as finanças e saia da estatística

Fuja das dívidas

Do Mulheres em Ação - De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 55% dos devedores são mulheres. A pesquisa mostrou também que nós somos a maioria das devedoras para somas de até R$500,00, enquanto os homens são os principais endividados acima desse valor. E, pior, a maioria costuma cair nas armadilhas do cartão. As dicas a seguir podem ajudar você a sair do vermelho, caso tenha gastado mais do que o planejado nas férias.

1. Use investimentos para pagar as dívidas: mesmo quem tem caderneta de poupança ou investimentos em renda fixa muitas vezes acaba se endividando. Nesse caso, o mais aconselhável é usar as reservas para quitar a dívida o mais rápido possível, sem aquele apego que investidores menos experientes costumam ter. A rentabilidade do investimento é sempre menor que os juros que a pessoa irá pagar.

2. Renegocie as dívidas: as devedoras que não têm um tostão poupado devem começar a se preocupar antes que o nome entre em um cadastro de inadimplentes. O primeiro passo é listar todas as dívidas e trocar as mais caras pelas mais baratas. Depois, caso seja necessário, pode-se obter um empréstimo a juros menores para quitar as dívidas com juros maiores. Mas sem fazer disso um meio de vida, hein?

3. Considere a inflação: para não se endividar, é preciso botar todas as despesas na ponta do lápis e fazer a conta fechar. Se a inflação comprometeu o orçamento, é hora de reestruturá-lo, para que a conta continue fechando.

4. Quando o cartão de crédito é inimigo: a armadilha que mais costuma pegar os inadimplentes é o cartão de crédito. O conselho dos especialistas é nunca, mas nunca mesmo, pagar apenas o mínimo da fatura. Isso porque, ao fazer isso, o limite se renova para o mês seguinte. Quem não tem dinheiro deve simplesmente não pagar, para que um novo limite não incentive mais gastos, dizem alguns especialistas. Depois, pare de usar o cartão e renegocie a dívida.

5. Anote seus gastos: pode ser pela fatura do cartão, pelo extrato do banco, pela planilha, pelo caderninho, não importa. O importante é anotar para manter controle desses pequenos gastos e saber direitinho por onde o dinheiro está escorrendo. Quem costuma parcelar as compras no cartão precisa ter cuidado redobrado.

6. Planeje as compras: saia de casa sabendo o que vai comprar. Antes de ir ao mercado, faça uma lista de compras. E procure ater-se sempre ao planejamento. O apelo de consumo, as vitrines, a moda, a manha das crianças, uma discussão com o chefe, com o marido ou com os pais, uma TPM, qualquer coisa pode ser motivo para a compra por impulso de algo que não é necessário. Mas você é mais forte que isso: conte até dez e resista à tentação.

7. Corte e economize: com um controle mais rígido dos pequenos gastos já fica mais fácil saber onde cortar. É preciso ter real noção do que é necessário, do que é capricho e do que é simplesmente desperdício. Ninguém vai sair de moda porque comprou peças da coleção anterior por um preço mais em conta.

8. Cuidado com as promoções: cuidado para não cair na armadilha dos falsos bons negócios. Aproveite uma promoção apenas depois de ter certeza de que você precisa do produto ou serviço e o item em promoção está realmente mais barato.