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Gabrielli sobre CPI: "Medo todo mundo tem"

Com a CPI da Petrobras em vias de ser instalada no Congresso, o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli afirmou nesta terça em almoço com deputados federais do PT em Salvador que "a imprensa e as articulações eleitorais são culpadas" pela repercussão negativa da compra da refinaria de Pasadena; peça-chave no 'quebra-cabeça' apontado pela oposição, Gabrielli afirma que não criará dificuldade para comparecer ao Senado para novas explicações, mas deixa transparecer receio por convocação via CPI; "Não tenho razão para temer. Mas sou um ser humano e medo todo mundo tem"

Com a CPI da Petrobras em vias de ser instalada no Congresso, o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli afirmou nesta terça em almoço com deputados federais do PT em Salvador que "a imprensa e as articulações eleitorais são culpadas" pela repercussão negativa da compra da refinaria de Pasadena; peça-chave no 'quebra-cabeça' apontado pela oposição, Gabrielli afirma que não criará dificuldade para comparecer ao Senado para novas explicações, mas deixa transparecer receio por convocação via CPI; "Não tenho razão para temer. Mas sou um ser humano e medo todo mundo tem" (Foto: Romulo Faro)
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Bahia 247 - Com a CPI da Petrobras em vias de ser instalada no Congresso, o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli afirmou nesta terça-feira em almoço com deputados do PT num restaurante de Salvador que "a imprensa e as articulações eleitorais são culpadas" pela repercussão negativa da compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006.

O petista voltou a defender viabilidade do negócio para a petrolífera brasileira, que, segundo acusa a oposição, teria dado prejuízo estimado em US$ 1,2 bilhão.

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"O que mudou entre 2006 e 2011 foi o cenário mundial. Houve a crise financeira e a descoberta do pré-sal. O refino americano caiu e a situação se inverteu completamente. São coisas normais em um negócio como esse".

Secretário do Planejamento da Bahia (Seplan) disse ainda que a unidade norte-americana tem dado "lucro significativo nos últimos dois anos".

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Peça-chave no 'quebra-cabeça' apontado pela oposição, Gabrielli afirma que não criará dificuldade para comparecer ao Senado para novas explicações. "Já falei durante três horas sobre esse caso com os senadores, mas posso ir de novo. Não tenho ressalvas quanto a isso".

Apesar da aparente tranquilidade, o ex-presidente da Petrobras relatou que tem receio de convocação por CPI. "Não tenho razão para temer. Mas sou um ser humano e medo todo mundo tem".

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Ele disse ainda que são falsos os valores veiculados pela mídia sobre a compra da refinaria dos EUA. Segundo ele, a belga Astra Oil não pagou em 2005, como tem sido divulgado, somente US$ 42 milhões por Pasadena, valor muito menor do que o desembolsado pela estatal brasileira por 50% da refinaria no ano seguinte – US$ 360 milhões.

"A Astra pagou US$ 42 milhões iniciais, mais US$ 84 milhões para fazer a unidade funcionar, e tinha outros US$ 200 milhões em dívidas. O preço real ficou em US$ 326 milhões. A Petrobras pagou mais caro por conta da valorização, aspecto absolutamente normal no dia a dia do refino".

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Gabrielli argumenta ainda que o "prejuízo especulado" não pode ser válido porque não se refere apenas ao preço das aquisições de metade da estrutura no Texas e das ações remanescentes, dois anos mais tarde, após decisão da Justiça americana.

"Não é verdade que a Petrobras pagou R$ 1,2 bilhão por Pasadena. A empresa pagou US$ 190 milhões pela primeira parte e US$ 296 milhões pela segunda parte. Depois disso, comprou 100 mil barris de capacidade de refino por dia, a US$ 4.860 cada. Em 2006, o preço médio de aquisição era de US$ 9,3 mil por barril. Portanto, a Petrobras comprou a refinaria de Pasadena, mesmo com a disputa judicial, por menos da metade do preço de mercado. O restante do dinheiro, cerca de US$ 400 milhões, representa estoque de matéria-prima. Se for considerar esse preço, tem que considerar a venda também, porque o petróleo foi processado e vendido. Tem que abater".

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Desagravo do PT

O encontro serviu para os parlamentares criticarem em 'nota de desagravo' o posicionamento do Planalto diante de Gabrielli. O deputado Nelson Pelegrino, por exemplo, criticou "os espaços deixados" pelo governo e lembrou frase do ex-presidente Lula, segundo ele: "Na dúvida, defenda o companheiro".

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