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Gasolina em alta, energia em baixa

Comitê de Política Monetária prevê reajuste de 5% nos combustíveis e queda de 15% nas contas de luz

Gasolina em alta, energia em baixa

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a projeção de reajuste de 5% no preço da gasolina, este ano. Também não houve alteração na estimativa de recuo de cerca de 15% na tarifa residencial de eletricidade.

"Essa estimativa leva em conta os impactos diretos das reduções de encargos setoriais anunciadas, bem como reajustes e revisões tarifárias ordinários programados para este ano", explica o Copom.

A projeção para o preço do botijão de gás é de estabilidade e, para a telefonia fixa, a expectativa é redução de 2%, neste ano. Essas estimativas são as mesmas divulgadas em maio.

Para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, em 2013, a projeção foi reduzida para 1,8%, contra 2,55 previstos em maio. Essa estimativa "incorpora a recente revogação de reajustes nas tarifas de transporte urbano". Para 2014, a estimativa foi mantida em 4,5%.

Expectativa positiva
BC espera por retomada dos investimentos e continuidade do crescimento do consumo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) espera por retomada dos investimentos e continuidade do crescimento do consumo das famílias. A avaliação está na ata da última reunião do Copom, divulgada na semana passada.

Para conter a inflação, o Copom elevou a taxa básica de juros, a Selic em 0,25 ponto percentual em abril, e em 0,5 ponto percentual em maio e no último dia 10. Atualmente, a Selic está em 8,5% ao ano.

De acordo com a ata, informações recentes indicam a retomada dos investimentos e a continuidade do crescimento do consumo das famílias, favorecido pelas transferências públicas e pelo vigor do mercado de trabalho. Segundo a ata, no mercado de trabalho as taxas de desemprego estão historicamente baixas e há crescimento dos salários.

Para o Copom, de modo geral, o consumo e o investimento tendem a ser beneficiados por efeitos de ações de política fiscal, pela expansão da oferta de crédito para pessoas físicas e empresas e pelo programa de concessão de serviços públicos. "No entanto, o comitê nota que a velocidade de materialização desses ganhos esperados pode ser contida caso não ocorra reversão tempestiva do declínio que ora se registra na confiança de firmas e famílias".