Geddel e Wagner também estão com medo de João
Depois de pedir "prudência" ao prefeito João Henrique (PP) e ver que não conseguirá, o prefeito eleito, ACM Neto (DEM), já apela até para os vereadores da atual legislatura para que os projetos polêmicos enviados de última hora e que interferem diretamente no ordenamento da cidade não sejam aprovados; Geddel Vieira Lima disse que o PMDB vai entrar na Justiça para barrar a tramitação das matérias; através da Casa Civil, o governador Jaques Wagner (PT) também já demonstrou preocupação
Bahia 247
Os projetos 'polêmicos' enviados pelo prefeito João Henrique (PP) à Câmara às vésperas de sua saída do comando do Executivo de Salvador continuam a preocupar o prefeito eleito, ACM Neto (DEM).
Depois de pedir "prudência" a João, ACM Neto já apela até para os vereadores da atual legislatura para que as matérias não sejam aprovadas. "Já dialoguei com Paulo Câmara (PSDB), Joceval Rodrigues (PPS) e Alan Castro, Carlos Muniz e Geraldo Jr., do PTN. Conversei com Geddel (Vieira Lima, ex-ministro), que disse ter orientado a bancada do PMDB a votar contra", disse o democrata em entrevista ao jornal A Tarde.
E a preocupação é unânime entre os poderes. O governador Jaques Wagner (PT) disse que também vai fazer o possível para que a Câmara não aprove nenhuma matéria que seja prejudicial à cidade.
O vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira Lima, orientou a bancada peemedebista a votar contra os projetos e disse ainda que o PMDB vai entrar com uma representação no Ministério Público contra as propostas encaminhadas por João Henrique.
ACM Neto considera "naturais e positivas" as preocupações expressas pelo governo do estado sobre os projetos, por meio do secretário da Casa Civil, Rui Costa. "Há uma série de investimentos previstos para a cidade, em conjunto com a prefeitura e o Estado, que passam pelo ordenamento do solo e por questões ambientais. Decisões que têm que ser tomadas com cautela", avaliou o democrata.
Entre as matérias que têm assombrado o meio político e os cidadãos, está, mais uma vez, a Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo, a polêmica Louos, cuja versão de 2011 foi parar no Tribunal de Justiça.
João Henrique também enviou à Câmara projetos que interferem diretamente no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). Assim como no ano passado, os vereadores apontam irregularidades e afirmam que não há tempo sequer para conhecer os projetos, tampouco para fazer ajustes.