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Goiás cresce o dobro da média do Centro-Oeste

Dados do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central mostram que Estado avançou 12% e se consolida com uma economia forte e em pleno crescimento; Goiás também é o Estado mais industrializado da região e lidera a geração de empregos; governador Marconi Perillo comenta resultados positivos em entrevista na tarde desta terça-feira

Goiás cresce o dobro da média do Centro-Oeste (Foto: Montagem/247)

Goiás 247_ Mais um índice divulgado prova que Goiás está no caminho correto do desenvolvimento e hoje é um dos Estados que mais cresce no País, atraindo investimentos do exterior. A região Centro-Oeste é a mais avança no Brasil e Goiás é o Estado mais forte da região – com um crescimento de 12%. A região cresceu na taxa de 6%. Os dados são do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, indicador que serve de parâmetro para avaliar o ritmo da economia do Brasil.

O IBC-Br é praticamente considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), já que concentra estimativas do desempenho da agricultura, indústria e comércio. Goiás mais uma vez é destaque pois a indústria no Estado obteve um avanço acima da média de outras unidades federativas. O governador Marconi Perillo concede entrevista coletiva na tarde desta terça-feira para comentar o desempenho satisfatório da economia goiana.

Goiás é hoje a 9ª maior economia do País, que é sustentada pelo agronegócio O Estado também é o mais industrializado da região Centro-Oeste. O setor de indústria é responsável por 27% do PIB goiano. Em entrevista ao jornal O Popular, o assessor econômico da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Cláudio Oliveira, explicou que a chamada agroindústria goiana tem, ainda, uma relação peculiar para a economia do Centro-Oeste.

“A agricultura foi bem no primeiro semestre e a indústria seguiu o ritmo. Há uma relação entre os dois setores forte. Esta relação leva a economia goiana a ter uma contribuição diferente para a economia regional, já que nos outros Estados as principais atividades econômicas estão concentradas num setor, como serviços ou agricultura”, diz o represente da Fieg.

No primeiro semestre, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria de Goiás teve o maior crescimento do País. A produção registrou um salto de 9,2%, enquanto o País fechou com alta de 3,8% e a Região Centro-Oeste cresceu de 5,7%.
Agricultura A agricultura também passar por ótima fase. Dados do PIB do segundo trimestre mostram que a agricultura cresceu 4,9% em comparação aos três primeiros meses do ano.

Indicadores

Indicadores econômicos recentes apontam uma realidade de forte crescimento econômico acompanhado por investimentos tanto na área social quanto de infraestrutura. Com um crescimento de 19,7% em relação ao primeiro semestre do ano passado, a balança comercial de Goiás atingiu, nestes seis primeiros meses de 2012, a marca de US$ 3,367 bilhões negociados, que resultaram em um saldo comercial positivo de US$ 794,533 milhões. Os números significam que, no acumulado dos meses de janeiro e junho deste ano, o estado de Goiás compôs mais de 20% do superávit brasileiro.

Os dados refletem um momento econômico de maior pujança que no cenário nacional, cujas exportações - neste mesmo período - caíram 0,92%. Os principais mercados consumidores internacionais dos produtos goianos exportados são China (40,42%),Países Baixos (Holanda) (9,08%), Índia (7,21%), Rússia (7,05%), Japão (3,73%),Tailândia (3,04%), Honk Kong (2,02%), Coreia do Sul (1,85%), Espanha (1,56%) e Egito (1,48%).

De acordo com o secretário de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, a corrente de comércio internacional de Goiás passa por um momento ímpar. Ele informa que as exportações goianas crescem muito acima da média brasileira e as importações têm ritmo de crescimento menor, o que têm contribuído positivamente com o superávit goiano,e, consequentemente, com o saldo comercial brasileiro. "É importante destacar o quanto estes números são importantes. As políticas arrojadas colocadas em prática pelo governo estadual, de atração de investimentos e crescimento sustentável, fazem com que o ambiente de investimentos e de geração de empregos seja muito positivo aqui em Goiás. Isso se traduz nos números que demonstram que um Estado que representa menos de 3% em termos da balança exportadora nacional alcance quase 12% do saldo comercial do País", analisa.

PIB

Acompanhando o crescimento comercial, a produção de riquezas em Goiás também tem se mantido acima da média nacional. Índices referentes ao primeiro trimestre deste ano, apurados pela Secretaria de Gestão e Planejamento, apontam que enquanto a taxa brasileira de crescimento do Produto Interno Bruto teve média de 0,8%, o PIB goiano, apurado no mesmo período, surpreendeu ao crescer 6,6% em comparação como mesmo período do ano anterior. Os principais responsáveis pelo bom desempenho do PIB de Goiás são os setores da agropecuária e da indústria.

Não por acaso, Goiás lidera o ranking de geração de empregos de janeiro a junho deste ano, conforme informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o cadastro, enquanto no restante do país registrou-se queda de 26%, no Estado a variação foi 6,87% positiva, ou seja, houve geração de empregos, em comparação ao mesmo período do ano anterior. A porcentagem, em números absolutos, chega a 7,42 mil novos postos de trabalho gerados no primeiro semestre deste ano.

Os bons números servem de subsídio para as crescentes solicitações do Estado ao governo federal, no sentido de prover recursos para mais investimentos na área de infraestrutura, a fim de que o crescimento seja ampliado.