Governadores não devem tratar de ajuste fiscal em reunião

Os governadores do Nordeste deverão reunir-se no próximo dia 15, em Natal (RN), para debater temas em comum, como o combate à seca. Além dos chefes do executivos estaduais, parlamentares da bancada federal também deverão participar do encontro; o ajuste fiscal, alvo de uma reunião entre os governadores nordestinos e a presidente Dilma Rousseff na semana passada, quando foi condicionado a liberação de recursos à aprovação das medidas, não deverá constar da pauta do encontro

Os governadores do Nordeste deverão reunir-se no próximo dia 15, em Natal (RN), para debater temas em comum, como o combate à seca. Além dos chefes do executivos estaduais, parlamentares da bancada federal também deverão participar do encontro; o ajuste fiscal, alvo de uma reunião entre os governadores nordestinos e a presidente Dilma Rousseff na semana passada, quando foi condicionado a liberação de recursos à aprovação das medidas, não deverá constar da pauta do encontro
Os governadores do Nordeste deverão reunir-se no próximo dia 15, em Natal (RN), para debater temas em comum, como o combate à seca. Além dos chefes do executivos estaduais, parlamentares da bancada federal também deverão participar do encontro; o ajuste fiscal, alvo de uma reunião entre os governadores nordestinos e a presidente Dilma Rousseff na semana passada, quando foi condicionado a liberação de recursos à aprovação das medidas, não deverá constar da pauta do encontro (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - Os governadores do Nordeste deverão reunir-se no próximo dia 15, em Natal (RN), para debater temas em comum, como o combate à seca. Além dos chefes do executivos estaduais, parlamentares da bancada federal também deverão participar do encontro. Apesar da reunião conjunta, o ajuste fiscal, alvo de uma reunião entre os governadores nordestinos e a presidente Dilma Rousseff na semana passada, quando foi condicionado a liberação de recursos à aprovação das medidas, não deverá constar da pauta do encontro.

A não inclusão do ajuste fiscal na pauta da reunião deixa evidente o mal estar existente em torno da maneira como o tema foi colocado aos governadores, condicionando a liberação de novas verbas à uma pressão para que as bancadas nos congressos aprovem as medidas do pacote econômico e fiscal.

Segundo o secretário de Planejamento do Estado de Pernambuco, Danilo Cabral (PSB), o assunto será avaliado individualmente por cada partido. "O PSB tem uma postura crítica e independente. Não existe articulação para conseguir apoios. O governador (governador Paulo Câmara [PSB]) expressou que o ajuste era para ter sido feito lá atrás e que colocar o projeto agora é um remédio amargo", disse. Ao jornal Folha de Pernambuco.

O assunto também encontra resistências junto à bancada pernambucana. Os parlamentares que integram a bancada de oposição, não se mostram dispostos a aprovar o ajuste fiscal. Para o líder do DEM na Câmara Federal, Mendonça Filho (PE), o atual quadro de baixo crescimento econômico e de recessão é fruto do descontrole do PT e esta conta não pode ser paga pelo trabalhador. "O Nordeste está vivendo um problema grave de seca e a presidente não pode tratar de um assunto grave como este na base do toma lá dá cá", disparou.

O deputado Daniel Coelho (PSDB) resumiu o sentimento dos parlamentares contrários à aprovação do ajuste fiscal. "Não voto em nada que aumente impostos e tire direitos do trabalhador. Este tipo de medida eu não aprovo. Não tem possibilidade de participar de algo que dará uma facada no povo", afirmou.

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