Governo de Minas anuncia pagamento de servidores
O governo Fernando Pimentel (PT) confirmou, em nota, o pagamento dos cerca de 450 mil servidores públicos estaduais, que será feito nesta quinta-feira (8); a divergência entre governistas e oposicionistas na Assembleia Legislativa sobre a quantia deixada pelo ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP) nos cofres estaduais foi a causa do primeiro embate no Legislativo; governistas ameaçaram interpelar judicialmente o progressista, e a oposição também queria levar o caso à Justiça
Minas 247 - O governo Fernando Pimentel (PT) confirmou, nessa terça-feira (6), por meio de nota, o pagamento dos cerca de 450 mil servidores públicos estaduais, que será feito nesta quinta-feira (8). A divergência entre governistas e oposicionistas na Assembleia Legislativa sobre a quantia deixada pelo ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP) nos cofres estaduais foi a causa do primeiro embate no Legislativo. A oposição ameaçou interpelar judicialmente Pimentel para que ele provasse que recebeu o estado sem dinheiro suficiente para pagar os salários. Aliados do petista contestaram.
Segundo parlamentares de oposição, o estado conta com um caixa de R$ 3,980 bilhões (valor registrado em 31 de dezembro), dos quais R$ 2,2 bilhões são de livre utilização e podem ser destinados a quitar o contracheque de janeiro.
Por outro lado, ao assumir a pasta, o secretário de Planejamento, Helvécio Magalhães, disse que o estado teria apenas cerca de R$ 700 milhões e, em nota, acrescentou que as secretarias de Fazenda e Planejamento estavam "realizando todos os esforços para que o depósito seja realizado na data prevista".
Acusações
O líder do governo passado, Luiz Humberto (PSDB), afirmou que a nota tinha como objetivo esclarecer aos servidores as "inverdades" do PT. "Em vez de iniciar o governo, ficam fazendo fofoquinha", disse. Tucanos acusam Pimentel de tentar desconstruir a imagem dos 12 anos da gestão adversária.
O líder de Pimentel na Assembleia, deputado Durval Ângelo (PT), rebateu as acusações e disse que o estado usaria dinheiro da arrecadação do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para quitar o salário dos funcionários.
O petista confessou ter sugerido ao Ministério Público de Minas interpelar o ex-governador na Lei de Responsabilidade Fiscal por ter deixado despesa sem a respectiva garantia de pagamento.
"Se o atual governo está dizendo que tinha R$ 700 milhões em caixa e o anterior soltou nota que não confere com a realidade, de R$ 3 bilhões, é fácil comprovar em um balancete nas informações do estado. Não existe esse dinheiro", acrescentou. A base de Pimentel alega que o governo anterior deixou uma dívida de R$ 100 bilhões em empréstimos que começam a ser pagos este ano.