Governo discute solução para dívida de Suape
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), se reuniu com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, em Brasília (DF), para discutir uma solução sobre a disputa entre o Governo Estadual e a União acerca do pagamento de R$ 150 mi a uma empresa Holandesa que realiza a dragagem do Porto de Suape; "Até a próxima semana, esperamos já ter uma solução para retomar os trabalhos", disse Campos
PE247 - O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), se reuniu, nesta quarta-feira (16), com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior (PSDB), em Brasília (DF), para discutir uma solução sobre a disputa entre o governo de Pernambuco e a União acerca do pagamento de R$ 150 milhões a uma empresa Holandesa que realiza a dragagem do Porto de Suape, localizado no Grande Recife. Tanto o Executivo federal como o estadual trocavam acusações de calote, segundo o jornal o Estado de S. Paulo, em matéria publicada no último domingo (13).
Após o encontro, Campos declarou que os Governos Estadual e Federal terão que financiar o término das construções e disse que a dragagem deve ser retomada o mais rápido possível. "Até a próxima semana, esperamos já ter uma solução para retomar os trabalhos", afirmou o governador.
A dragagem do Porto de Suape foi iniciada em 2011 e já recebeu R$ 185 milhões do Governo Federal e de Pernambuco. A construção, que já deveria ter sido finalizada, é de suma importância para a chegada de navios petroleiros nas proximidades da Refinaria de Abreu e Lima, da Petrobras, que está sendo construída e possui um investimento de cerca de R$ 20 bilhões. A principal parte da obra, entretanto, ainda não foi concluída.
O Porto de Suape é o principal mote do crescimento econômico de Pernambuco. Mesmo com a crise internacional, o porto registrou alta de 1,5% na movimentação de cargas no primeiro semestre deste ano, ao atingir uma operação de 4.587.925 de toneladas.
Nos próximos anos, o porto pode aumentar ainda mais o seu grau de competitividade por conta do alargamento do Canal do Panamá, na América Central. Em consequência da duplicação do canal, que tem como objetivo ligar o oceano Pacífico ao Atlântico, as embarcações que virão da Ásia poderão atracar no porto pernambucano sem contornar o Sul da África, e sim passando pelo continente centro-americano.