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Governo endurece com professores grevistas

Circular do Ministério da Educação encaminhada nesta terça para reitores cobra calendário de reposição de aulas perdidas; previsão é de que atividade dure até fevereiro; MEC vai fiscalizar diretamente a volta ao trabalho

Governo endurece com professores grevistas (Foto: Fabio Rodigues Pozzebom/ABr )
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Brasília 247 - O Ministério da Educação encaminhou nesta terça-feira 7 um circular aos reitores das universidades e institutos federais. No texto, ele cobra dos conselhos superiores um cronograma para a reposição das aulas e das atividades interrompidas por conta da greve dos professores. Paralisação está entrando no terceiro mês.

O documento é assinado pelos secretários da Educação Superior e da Educação Profissional e Tecnológica. Na circular, a pasta afirma que o a reposição será fiscalizada diretamente pelo MEC.

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Na segunda-feira 6, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, suspendeu a decisão da Justiça Federal que impedia a União de descontar os dias parados em movimentos grevistas, mesmo que a greve seja considerada legítima. O gestor público deve descontar os dias parados, ainda que depois na negociação do movimento, este desconto seja devolvido, afirmou o ministro.

No caso da greve dos professores, não foram descontados os dias parados, já que os docentes devem repor o calendário de aulas e atividades acadêmicas durante o período das férias. Provavelmente, com o movimento, os docentes terão que trabalhar durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

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Também na segunda, professores das universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS e UFCSPA) e de São Carlos (SP), além do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, votaram pela volta às atividades.

Em outras assembléias, tomadas, sobretudo por aposentados e novos professores, o movimento grevista foi mantido. O sindicato sustenta a proposta de um plano de carreira onde a ausência de titulação e aposentadoria não seja um entrave para a progressão.

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Levantamento realizado nas principais universidades e institutos federais mostra que os professores de pós-graduação, dos cursos de engenharia, tecnologia e medicina já retomaram as atividades. A greve está restrita apenas a área de Humanas.

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