Governo mineiro falha na reforma dos aeroportos

Apenas 23 aeroportos, dos 151 existentes no estado, receberam investimentos e foram reformados. Meta era 85 at o ano passado

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Minas 247 - Até agora, fazer de Minas Gerais um estado bem servido pelo transporte aéreo continua no sonho. Embora algumas linhas tenham surgido ligando cidades do interior à capital, falta muita coisa - e falta, principalmente estrutura aos aeroportos.

Até o momento, as reformas prometidas para os aeroportos mineiros não saíram do papel. O objetivo do governo estadual era reformar 85 dos 151 aeroportos, além de construir outros seis. Somente 23 terminais foram reformados, porém.

O projeto original do Programa Aeroportuário de Minas Gerais (Proaero) falava que nenhuma cidade mineira ficaria mais do que 46 quilômetros distante de um aeroporto. Agora, a meta é de 100 quilômetros.

Leia matéria de Helenice Laguardia publicada pelo jornal O Tempo

Governo reforma apenas 23 aeroportos em Minas Gerais

A meta era, até 2011, reformar 85 dos 151 aeroportos existentes em Minas Gerais e construir outros seis, por meio do Programa Aeroportuário de Minas Gerais (Proaero), num investimento de R$ 327 milhões. Da promessa à prática, muita coisa mudou. O governo priorizou os 93 aeroportos públicos e, desses, reformou apenas 23 terminais. As obras foram até 2010 e consumiram R$ 315 milhões, sendo R$ 265 milhões do governo do Estado e R$ 50 milhões do governo federal.

No projeto original, apresentado em 2008 pelo então gerente do Proaero, Júlio César Diniz, em matéria publicada pelo jornal O TEMPO, o objetivo era que nenhuma cidade do Estado ficasse mais de 46 km distante de um aeroporto. Agora, a meta aumentou para 100 km.

O atual subsecretário de Regulação de Transportes, Diogo Prosdocimi, da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop-MG), disse que o Estado não está se negando a fazer reformas nos outros aeroportos. "Estamos revisando o Plano Aeroviário de Minas Gerais para fazer um diagnóstico de todos os aeroportos e focarmos a gestão e a administração deles", disse.

Para o subsecretário, dos 853 municípios mineiros, 846 são atendidos com aeroportos numa distância máxima de 100 km e que contam com balizamento noturno, operando 24 horas por dia. "Os 46 km de distância estão descartados porque não é razoável. É muito pouco até para ter topografia e conseguir encaixar um aeroporto", disse.

Os aeroportos escolhidos passaram por construção e ampliação de terminal de passageiros, dependendo do caso, ampliação da pista de pouso ou revitalização, implantação de balizamento noturno - para o aeroporto funcionar 24 horas -, implantação e edificação para salvamento e combate a incêndio.

Depois de 2010, as prefeituras assumiram a conservação e a manutenção desses 23 aeroportos reformados. Mesmo depois de ter recebido recursos, o aeroporto de Governador Valadares, um dos contemplados pelo Proaero, vai receber R$ 3 milhões, sendo R$ 2,1 milhões do governo federal e R$ 900 mil do governo estadual, para ter um terminal mais amplo. Caxambu também receberá R$ 4,2 milhões, sendo 70% de recursos do governo federal e 30% do governo do Estado.

Sobre a construção de seis aeroportos, o subsecretário Diogo Prodocimi disse que não tem informações do o projeto original. "Três Marias, Patrocínio e Sacramento já existem", disse. 
Mas, em Ouro Preto, Lagoa da Prata e Volta Grande, os aeroportos não foram construídos, como constava na proposta de 2008. "Em Ouro Preto, a prefeitura está fazendo os procedimentos para a construção do aeroporto com entendimentos diretamente com o governo federal", informou o subsecretário.

Sobre Lagoa da Prata, o subsecretário disse que é muito próximo de Divinópolis. "É certo dizer que se fez o melhoramento de Divinópolis para atender a Lagoa da Prata. Já Volta Grande está muito próximo do aeroporto de Muriaé, na Zona da Mata".

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