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Greve da educação continua e pressão contra Paulo Garcia aumenta

Em assembleia na porta da Secretaria Municipal de Educação, professores e servidores decidiram continuar a greve que já dura 20 dias; sindicato afirma que não houve propostas efetivas por parte da prefeitura de Goiânia e ressaltam que são tratados com desprezo pela secretário Neyde Aparecida; em protesto, trabalhadores realizara ato de protesto queimando um boneco que simbolizava o prefeito Paulo Garcia (PT); na próxima segunda-feira, grevistas prometem lotar as galerias do plenário da Câmara Municipal durante sessão de prestação de contas de Paulo, marcada para as 10h

Em assembleia na porta da Secretaria Municipal de Educação, professores e servidores decidiram continuar a greve que já dura 20 dias; sindicato afirma que não houve propostas efetivas por parte da prefeitura de Goiânia e ressaltam que são tratados com desprezo pela secretário Neyde Aparecida; em protesto, trabalhadores realizara ato de protesto queimando um boneco que simbolizava o prefeito Paulo Garcia (PT); na próxima segunda-feira, grevistas prometem lotar as galerias do plenário da Câmara Municipal durante sessão de prestação de contas de Paulo, marcada para as 10h (Foto: José Barbacena)

Goiás 247 - Professores e servidores da educação municipal realizaram assembleia em frente ao prédio da Secretaria de Educação, nesta quinta-feira, e decidiram continuar a greve, que no próximo domingo completa 20 dias. O sindicato Simsed argumenta que não houve propostas efetivas por parte da prefeitura de Goiânia e assim os servidores "nem cogitaram" cancelar o movimento grevista.

O prefeito Paulo Garcia (PT) vem afirmando que prioriza o diálogo com as categorias e condena atitudes extremadas. Na semana passada aconteceu o episódio que virou notícia nacional: professores foram agredidos por agentes da Guarda Civil durante confusão nos corredores do Paço Municipal.

Os trabalhadores reivindicam o pagamento da data-base retroativa de 2014, a manutenção de direitos adquiridos e melhoria na infraestrutura das unidades escolares. Depois de ação da prefeitura, a Justiça determinou que o sindicato mantivesse pelo menos 50% das escolas funcionando. Com a greve, cerca de 60 mil estudantes e crianças são atingidas. 

Protesto

Os grevistas da educação vão encontrar Paulo Garcia na próxima segunda-feira. Está marcada para o começo da manhã a prestação de contas do prefeito na Câmara Municipal e os servidores prometem ocupar as galerias e protestar contra o Paulo. Esta prestação, referente ao último quadrimestre de 2014, estava marcada para o dia 13 de abril, mas foi cancelada devido à falta de segurança no plenário da Casa.

O presidente Anselmo Pereira (PSDB) conversou no dia anterior com o prefeito e sugeriu que o prefeito não fosse ao plenário sob risco de tumulto e desordem.