Greve da Polícia Civil entra em seu 15º dia

Categoria segue disposta a manter o movimento em Pernambuco; o Governo do Estado, por outro lado, só aceita retomar as negociações após o término da paralisação

Greve da Polícia Civil entra em seu 15º dia
Greve da Polícia Civil entra em seu 15º dia (Foto: Divulgação)
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Leonardo Lucena _PE247 – O impasse entre a Polícia Civil e o Governo do Estado parece não ter fim. A paralisação completa seu 15º dia hoje. Na última assembleia realizada pela categoria, na segunda-feira (6), o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) deliberaram a continuação da greve. Segundo o presidente do sindicato, Cláudio Marinho, o governo mostra disposição apenas para negociar questões administrativas, como aumento na quantidade de coletes à prova de bala, melhoria na infraestrutura e vale refeição. Nesta quarta (8), um novo debate entre os profissionais está marcado.

“No ofício que recebemos da Secretaria Estadual de Administração o governo busca criar consenso somente no que diz respeito a questões administrativas”, afirmou o sindicalista Marinho. A assembleia de hoje será ocorrerá, às 17h, na sede do Sinpol-PE, bairro de Santo Amaro, Zona Central do Recife.

Lembrando que o desembargador Sílvio de Arruda Beltrão, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), já declarou a ilegalidade da greve, sob multa de R$ 20 mil por cada dia de paralisação (o governo quer o aumento desse valor para R$ 50 mil) e ponto de corte (desconto salarial). Além disso, o magistrado autorizou a intervenção da Polícia Militar em possíveis atos públicos dos grevistas.

Por outro lado, o governo deixa claro que só com a retomada das atividades dos policiais civis haverá a tentativa de negociação. Mas, de acordo com o presidente do Sinpol-PE, este argumento não apresenta garantia alguma à categoria.

“Não há garantia de que haja negociação, caso nós retomemos nossas atividades. O governo precisa nos atender para, depois, negociar”, afirmou o sindicalista Marinho.

As informações dão conta de que, a partir de agora, só trabalharão nas delegacias os funcionários da segurança. Já são 14 dias de paralisação. Os policiais reivindicam reajuste salarial de 65% em cima dos R$ 2.642 e melhorias nas condições de trabalho.

 

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