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Greve é suspensa e servidores deixam plenário

Assembleia realizada nesta manhã pelos servidores da educação municipal deliberou suspensão da greve por 30 dias e desocupação do plenário da Câmara Municipal; aulas serão retomadas amanhã em cerca de 150 unidades escolares da Capital; na sexta-feira, prefeito Paulo Garcia (PT) acatou as propostas enviadas pelo comando de greve e devolveu o documento assinado aos professores; daqui um mês, categoria vai realizar outra assembleia para análise do cumprimento das promessas por parte da prefeitura. Greve da categoria começou no dia 24 de setembro e, desde o dia 8 deste mês, um grupo permanece acampado na Câmara Municipal

Assembleia realizada nesta manhã pelos servidores da educação municipal deliberou suspensão da greve por 30 dias e desocupação do plenário da Câmara Municipal; aulas serão retomadas amanhã em cerca de 150 unidades escolares da Capital; na sexta-feira, prefeito Paulo Garcia (PT) acatou as propostas enviadas pelo comando de greve e devolveu o documento assinado aos professores; daqui um mês, categoria vai realizar outra assembleia para análise do cumprimento das promessas por parte da prefeitura. Greve da categoria começou no dia 24 de setembro e, desde o dia 8 deste mês, um grupo permanece acampado na Câmara Municipal (Foto: Realle Palazzo-Martini)

A Redação_ Chegou ao fim a assembleia dos professores e servidores administrativos da rede municipal de Educação. A categoria decidiu pela suspensão da greve até o dia 21 de novembro, quando se reúne em uma nova assembleia para analisar o cumprimento ou não das propostas apresentadas pelo prefeito Paulo Garcia (PT) na sexta-feira (19/10).

Reunidos desde às 8 horas desta segunda-feira (21/10), a categoria, que está de braços cruzados desde o dia 24 de setembro, votou pela suspensão da greve e pela desocupação da Câmara de Goiânia. "Vamos desocupar a Casa na frente da imprensa e dos vereadores para provar que estamos entregando o local em boas condições. Não houve vandalismo ou nada do tipo", explicou o professor da rede municipal Wendell Nunes, em entrevista ao jornal A Redação, na manhã de hoje.

Segundo Wendell, a greve foi suspensa devido a uma nova sugestão de acordo, "mais clara e com propostas mais decentes", apresentada na sexta-feira (19/10) pelo prefeito Paulo Garcia.

O professor disse que as aulas serão retomadas nesta terça-feira (22/10) e que na próxima semana a categoria irá se reunir para fazer um cronograma das aulas que precisarão ser repostas.

Acordo

Segundo Wendell, no documento enviado por Paulo Garcia na sexta-feira (18/10), o petista se comprometeu, entre outras coisas, a criar de um plano de carreira para os agentes educativos que auxiliam os professores nos Cmeis. "Eles tem formação, trabalham como professores e recebem como servidores administrativos, o que é injusto", explica.

Outro ponto conquistado é a progressão horizontal do salário dos servidores administrativos, que deveria acontecer de dois em dois anos, mas que na prática acontece de três em três anos.

Acontecerá ainda a organização da titularidade até janeiro, o aumento do auxílio transporte - para todos os servidores - a partir de janeiro de 2014, em 26,5%, e o mesmo percentual a partir de janeiro de 2015 e a retirada de um processo judicial contra oito professores, entre outro pontos.

Entenda o caso

A greve da categoria começou no dia 24 de setembro e, desde o dia 8 deste mês, um grupo permanece acampado na Câmara Municipal.

O grupo invadiu a Casa durante a votação do projeto de lei complementar do prefeito Paulo Garcia (PT), que concede auxílio locomoção aos educadores. Uma das emendas da matéria, de autoria do vereador Virmondes Cruvinel Filho (PSD), que reajusta o valor do auxílio, foi reprovada, o que gerou tumulto.

Pelo menos outros 23 pontos são reivindicados pelos professores e servidores administrativos da rede municipal de educação, como melhores condições de trabalho, fim do parcelamento da data-base e enquadramento dos auxiliares educativos como funcionários do magistério.