Haddad: ‘saída para a crise é radicalizar a democracia’
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), confessou que não vê alternativa para o Brasil superar as crises política e econômica que não seja antecipar a eleição presidencial; "Eu era cético, mas hoje não vejo alternativa. Qual seria a opção? Um regime de força? Há quem peça a volta da ditadura, mas a gente conhece o resultado. Nenhum país saiu de uma crise por esse caminho. A solução é radicalizar a democracia", disse; de acordo com o petista, "uma eleição indireta, com este Congresso e por conta dos possíveis desdobramentos das investigações contra parlamentares, não terá legitimidade".
SP 247- O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), confessou que não vê alternativa para o Brasil superar as crises política e econômica que não seja antecipar a eleição presidencial. "Eu era cético, mas hoje não vejo alternativa. Qual seria a opção? Um regime de força? Há quem peça a volta da ditadura, mas a gente conhece o resultado. Nenhum país saiu de uma crise por esse caminho. A solução é radicalizar a democracia", disse.
De acordo com o petista, "uma eleição indireta, com este Congresso e por conta dos possíveis desdobramentos das investigações contra parlamentares, não terá legitimidade".
"Estamos em uma situação realmente delicada. A saída não está prevista na Constituição. O ambiente foi criado pela guerra civil fria que se estabeleceu no País", diz o petista, que, ao dizer que a solução não está prevista na Carta Magna, fez referência a eleições indiretas.
Segundo o prefeito, "está caracterizada uma crise institucional. Todos os elementos estão aí, a começar pela inovação do Congresso de afastar a presidenta sem crime de responsabilidade".
"Tratou-se de uma intervenção do Legislativo sem previsão constitucional. A situação é grave. Faltam liderança e desprendimento, em uma hora tão aguda, para colocar o Brasil acima dos interesses facciosos que se impõem pelo curso dos acontecimentos", afirmou. "Tudo pode acontecer. O povão não foi para as ruas protestar, ainda aguarda os acontecimentos", complementou Haddad.
Leia a íntegra da entrevista concedida à Carta Capital