HGF acirra crise na saúde
Esta é a terceira vez, em 2015, que o HGF ameaça suspender o atendimento
Em meio à crise da saúde no Ceará, com o surto de sarampo e a possível renúncia do secretário Carlile Lavor, a diretoria do Hospital Geral de Fortaleza coloca mais um problema para o governador Camilo Santana. Em ofício enviado à Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), os diretores do HGF, Romero de Matos Esmeraldo (diretor geral), Francisco Sérgio Rangel de Paula Pessoa (diretor médico) e Pedro Leão de Queiroz Neto (diretor técnico), informaram que irão suspender as cirurgias eletivas por tempo indeterminado, caso a unidade não seja reabastecida com itens necessários para o funcionamento. Segundo a direção do hospital há problemas de desabastecimento de insumos básicos no superlotação das emergências geral, obstétrica e UTI neonatal. O ofício também faz menção ao contingenciamento de verbas
A Secretaria de Saúde, por sua vez, afirma que a decisão de interromper os procedimentos não cabe ao hospital, sendo de responsabilidade da própria Sesa e que não autorizou a suspensão. O órgão estaria providenciando alguns dos materiais cujas ausências estariam dificultando os trabalhos.
Este ano, é a terceira vez que a direção do hospital ameaça suspender o atendimento. Em janeiro, o serviço de emergência foi suspenso por 48 horas, em função de superlotação. Em março, foi suspendo o atendimento obstétrico.
Por outro lado, o Sindicato dos Médicos do Ceará, cuja diretoria faz oposição ao governo do Estado, mantém um stand no corredor da entrada principal do HGF, sob o argumento de realizar campanha de filiação e prestar informações aos profissionais de saúde.