Humberto Costa esculacha mentiras sobre triplex de Lula

Um dia depois das alegações finais da defesa de Lula serem entregues ao juiz Sérgio Moro sobre o processo do triplex do Guarujá, o líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), escancarou "todas as mentiras" atribuídas ao ex-presidente pelos "gênios da raça de Curitiba"; "Tivessem tido um ânimo mais jurídico e menos político iam descobrir, sem muito esforço, um documento chamado Cessão Fiduciária de Direitos Creditórios, firmado pela OAS com a Caixa, por meio do qual a empreiteira cedeu 100% dos direitos econômicos do tríplex para um fundo de investimentos administrado por aquele banco estatal", disse em discurso na tribuna

Um dia depois das alegações finais da defesa de Lula serem entregues ao juiz Sérgio Moro sobre o processo do triplex do Guarujá, o líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), escancarou "todas as mentiras" atribuídas ao ex-presidente pelos "gênios da raça de Curitiba"; "Tivessem tido um ânimo mais jurídico e menos político iam descobrir, sem muito esforço, um documento chamado Cessão Fiduciária de Direitos Creditórios, firmado pela OAS com a Caixa, por meio do qual a empreiteira cedeu 100% dos direitos econômicos do tríplex para um fundo de investimentos administrado por aquele banco estatal", disse em discurso na tribuna
Um dia depois das alegações finais da defesa de Lula serem entregues ao juiz Sérgio Moro sobre o processo do triplex do Guarujá, o líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), escancarou "todas as mentiras" atribuídas ao ex-presidente pelos "gênios da raça de Curitiba"; "Tivessem tido um ânimo mais jurídico e menos político iam descobrir, sem muito esforço, um documento chamado Cessão Fiduciária de Direitos Creditórios, firmado pela OAS com a Caixa, por meio do qual a empreiteira cedeu 100% dos direitos econômicos do tríplex para um fundo de investimentos administrado por aquele banco estatal", disse em discurso na tribuna (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - Um dia depois das alegações finais da defesa de Lula serem entregues ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE),  subiu à tribuna do plenário da Casa para escancarar "todas as mentiras" existentes sobre o tríplex no Guarujá (SP) atribuído a Lula.

Humberto ressaltou que, até hoje, rigorosamente nada foi provado contra o ex-presidente. "Ao contrário, dia a dia, vão caindo uma a uma as alegações forjadas que lhe imputam", lembrando que a história não registra qualquer ato que o desabone, apesar de toda a devassa que já fizeram em vida dele e da família.

O parlamentar questionou a falta de provas contra o ex-presidente, a parcialidade e as irregularidades cometidas pelos "gênios da raça de Curitiba". Segundo Humberto, Lula já provou sobejamente a sua inocência e cabe aos seus inquisidores, agora, provarem a sua culpa.

O senador entende que a perseguição empreendida contra Lula é uma clara tentativa de provocar, por meios tortos, a sua interdição judicial, impedindo que ele volte a se candidatar a presidente da República. "Basta observar esse ridículo caso do apartamento no Guarujá, que serviu apenas a mostrar ao Brasil que a palavra 'tríplex' é acentuada", disse.

Humberto citou várias iniciativas no processo do apartamento, como a devassa sobre documentação e a ida de pessoas à cadeia sem qualquer amparo legal, e por tempo indeterminado, para que confessassem e incriminassem sob medida, ao gosto dos procuradores e do juiz. "Construiu-se uma torta argumentação para atribuir a propriedade do imóvel ao presidente e, ao final, vê-se que tudo não passou de uma grande obra de amadorismo jurídico", comentou.

O senador lembrou que o apartamento - pretensamente repassado pela empreiteira OAS ao petista - jamais poderia ter sido dele porque, desde 2010, quando Lula ainda era presidente da República, o imóvel tinha seus direitos econômicos vinculados a um fundo de investimentos controlado pela Caixa Econômica Federal.

"Ou seja, a empreiteira jamais poderia fazer qualquer movimentação relativa ao imóvel, sem a autorização e o devido pagamento à Caixa", registrou. Humberto reiterou que os procuradores acusaram Lula de ter recebido o tríplex de "maneira oculta" e criticou a ânsia de condenar o presidente, antes mesmo de seu julgamento. "A vontade era tão grande que os membros do Ministério Público em Curitiba esqueceram de uma regra básica atinente ao cargo que ocupam: investigar", pontuou.

"Tivessem tido um ânimo mais jurídico e menos político iam descobrir, sem muito esforço, um documento chamado Cessão Fiduciária de Direitos Creditórios, firmado pela OAS com a Caixa, por meio do qual a empreiteira cedeu 100% dos direitos econômicos do tríplex para um fundo de investimentos administrado por aquele banco estatal", ratificou.

Para o líder da Oposição, o juiz Sérgio Moro deveria ter humildade para chegar agora, ao fim do processo, e reconhecer que as suas suspeitas iniciais eram infundadas. Na opinião de Humberto, o grande magistrado é aquele que decide um caso levando em conta os fatos e provas, e não meramente convicções.

"Faço um apelo a Moro para que julgue com independência e pelas provas e saber jurídico. Não julgue por ideologia e por fatores que extrapolam o processo judicial. Baixe a sua arrogância e reconheça que errou. Seu papel é julgar, e não acusar", clamou.

Humberto ressaltou que foram ouvidas 78 testemunhas, várias de acusação, que, inclusive, inocentaram o ex-presidente. Ele chamou a atenção para o fato de apenas o dono da empreiteira preso ter dito que o imóvel era de Lula. "Isso depois de ter negado várias vezes. Na verdade, ele foi submetido a uma tortura psicológica reiterada e tentou livrar a própria pele, naturalmente", concluiu.

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