Humberto critica Parente e alerta para prejuízo em estaleiro

"Temos que ir a luta contra esse modelo defendido pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, denunciando este modelo de concorrência que vem sendo mantido por ele e que tem sido feito exclusivamente para impedir que a indústria naval nacional tenha condições de competir com as empresas estrangeiras", disse o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT);  Estaleiro Atlântico Sul (PE) ameaça paralisar as suas atividades por causa da crise brasileira da indústria naval

Brasília - Plenário do Senado vota o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Na foto, o senador Humberto Costa (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - Plenário do Senado vota o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Na foto, o senador Humberto Costa (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Pernambuco 247 - O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), defendeu nesta segunda-feira (28) uma ação conjunta para garantir as atividades do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), na Região Metropolitana de Recife. O empreendimento emprega hoje 3,7 mil pessoas e ameaça paralisar as suas atividades por causa da crise brasileira da indústria naval. De acordo com o parlamentar, o empreendimento está ameaçado pela política econômica, que voltou a priorizar o mercado estrangeiro, em detrimento da indústria naval brasileira.

"Temos que ir a luta contra esse modelo defendido pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, denunciando este modelo de concorrência que vem sendo mantido por ele e que tem sido feito exclusivamente para impedir que a indústria naval nacional tenha condições de competir com as empresas estrangeiras", disse o congressista, que participou de audiência pública no auditório da Federação das Indústrias do estado de Pernambuco (Fiepe).

Segundo Humberto, é preciso "a paralisação das atividades do estaleiro pode ter um efeito cascata devastador na economia pernambucana. Temos que unir Pernambuco para lutar contra esta política econômica que ameaça transformar um empreendimento dessa monta em sucata". 

"Temos que transformar a luta em defesa da indústria naval em uma luta do nosso Estado. Fizemos isso em relação à Hemobras e conseguimos evitar o seu sucateamento. E nos unimo também em relação à Chesf, garantindo que a companhia não fosse privatizada. Agora, precisamos esticar a pauta conjunta e nos unir em defesa do estaleiro, juntar a bancada federal, a bancada estadual e o governo do Estado e, independente de qualquer orientação política, nos integrarmos nessa luta. Os interesses de Pernambuco precisam sempre falar mais alto", complementou.

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