Ibama: rejeito está contido na área da Samarco
O superintendente do Ibama em Minas, Marcelo Belisário, disse que a maior parte do rejeito de Fundão presente na área da Samarco, em Mariana (MG), está sendo contido; “Não está havendo fornecimento de rejeitos grosseiros para o meio ambiente”, afirma; desde o desastre ambiental, em novembro do ano passado, o Ibama registrou o vazamento de mais de 43 milhões de cúbicos de lama da barragem, o que corresponde a mais de 75% do total de sedimento que era armazenado na estrutura
Minas 247 - O superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Minas Gerais, Marcelo Belisário, disse que a maior parte do rejeito de Fundão presente na área da Samarco, em Mariana (MG), está sendo contido. “Não está havendo fornecimento de rejeitos grosseiros para o meio ambiente”, afirma. Desde o desastre ambiental, em novembro do ano passado, o Ibama registrou o vazamento de mais de 43 milhões de cúbicos de lama da barragem, o que corresponde a mais de 75% do total de sedimento que era armazenado na estrutura. A maior desastre ambiental da história do País deixou 19 mortos. A onda de lama destruiu o distrito de Bento Rodrigues e chegou até o litoral do Espírito Santo.
Belisário disse que o rejeito de Fundão possui areia em cerca de 70% de sua composição e, de acordo com o superintendente, essa porção mais grosseira do sedimento passou a ser contida na região da mineradora com o término das obras de alteamento do dique S3, no fim de novembro. Mas ele afirmou que a outra parte do rejeito, “finíssima”, está minimamente controlada. “Essa parte mais fina afeta toda possibilidade de regeneração do ambiente porque afeta entrada de luz, pode ficar presa nas guelras dos peixes, dificulta o tratamento de água e gera o impacto visual”, complementou.
A expectativa do Ibama é que 100% do rejeito seja contido na fonte. Belisário diz esperar que, com a inauguração da barragem de Nova Santarém, construída abaixo de Fundão e acima do dique S3, todo o sedimento, inclusive a parte mais fina, seja contido de forma definitiva.
Por causa do atraso nas obras de alteamento do dique, o Ibama autuou a Samarco. O valor da multa foi estipulado em de R$ 500 mil por dia.
A mineradora também está erguendo outro dique, o S4, última estrutura de contenção da empresa antes do Rio Gualaxo do Norte. A obra será concluída até janeiro de 2017, conforme a mineradora.