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Igreja ganha força, liberta presos e faz Cuba se abrir

Arcebispo Jaime Ortega, de Havana, se torna referncia na poltica da ilha de Fidel; ele negociou a libertao de 2,9 mil presos polticos antes da visita do papa Bento 16, em maro, ao pas; publicaes catlicas se tornam plataformas de debates; culto se dissemina entre a populao

Igreja ganha força, liberta presos e faz Cuba se abrir (Foto: Reuters)
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247, com Agência Estado - É pela via da Igreja Católica, mais expressamente do arcebispo Jaime Ortega, principal organizador da visita do Papa Bento 16 ao país, em março, que o regime de Cuba está se abrindo. Ontem, o governo de Cuba anunciou que vai libertar nos próximos dias 2.900 prisioneiros, entre os quais 86 estrangeiros de 25 países, num “gesto de boa vontade”, motivado, entre outras razões, segundo presidente Raúl Castro, pela visita iminente do papa Bento XVI. Entre os que serão libertados há doentes, idosos e mulheres, incluindo alguns condenados por crimes políticos, de acordo com as autoridades cubanas.

Os Fiéis cubanos que celebram o Natal dizem que têm muito a comemorar este ano, uma vez que se preparam para a chegada do papa Bento XVI, a primeira visita de um pontífice à ilha comunista desde a história visita de João Paulo II há quase 14 anos. A chegada de Bento XVI, esperada para março, coincide com o 400º aniversário do santo padroeiro de Cuba e após anos de lobby de oficiais católicos romanos na ilha.

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O momento também parece recompensar um papel maior que a igreja assumiu em Cuba nos últimos anos. O arcebispo de Havana, Jaime Ortega, pessoalmente negociou a soltura de presos políticos em 2010 e 2011, e as revistas da igreja se tornaram um fórum para artigos oferecendo conselhos para os líderes cubanos no processo de reformas de livre mercado iniciado pelo presidente do país, Raúl Castro. O líder, inclusive, citou a visita de Bento XVI ao anunciar, na sexta-feira, que Cuba libertaria 2.900 detentos como um gesto humanitário, incluindo alguns presos por crimes políticos.

Entre os que continuarão presos está o norte-americano Alan Gross, condenado por “crimes contra o Estado”. A vice-ministra de Relações Internacionais de Cuba, Josefina Vidal, disse à agência de notícias Associated Press que o americano, que cumpre pena de 15 anos por distribuir equipamentos ilegais de comunicação para a ilha, "não está na lista".

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A última visita do papa a Cuba derrubou muros que existiam entre a igreja e o governo de Fidel Castro desde os primeiros dias da revolução, quando sacerdotes foram perseguidos, e em algumas ocasiões presos, e o Estado se declarou formalmente ateu. As autoridades desencorajaram as celebrações de Natal, fecharam escolas religiosas em 1962 e barraram a entrada no Partido Comunista de pessoas que tinham crença religiosa. Muita coisa mudou desde a visita de João Paulo II.

Em vez de Fidel, Bento XVI se reunirá com o irmão mais novo dele Raúl, de 80 anos, que teve uma relação muito menos tempestuosa com a igreja e tem às vezes escutado líderes da igreja sobre algumas das mudanças econômicas que ele está implementando.

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Bento XVI também vai encontrar uma ilha muito mais à vontade com a religião do que a visitada por seu antecessor. Nos dias de hoje em Cuba, o catolicismo é praticado abertamente, inclusive por oficiais do Partido Comunista. Muitos católicos cubanos misturam a fé com aspectos da religião Santería afro-cubana. Até as igrejas evangélicas estão em ascensão na ilha. As informações são da Associated Press.

A decisão, tomada por Raúl Castro, representa o maior indulto da história de Cuba. Antes disso, o regime havia libertado 200 presos em 1998. As acusações que pesam contra as pessoas ora libertadas vão desde espionagem e crimes contra a segurança do Estado até o estímulo à pederastia.

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Embora tenha anunciado o indulto, Raúl frustrou as expectativas daqueles que aguardavam mudanças na lei migratória. Cubanos não podem deixar livremente o país para visitar parentes que vivem no exterior. Dependem de uma “carta branca”, que é a permissão de saída concedida pelo Estado.

Embora tenha libertado seus presos políticos, Cuba continua a ser uma prisão para os seus cidadãos “livres”.

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