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IMA recolhe tartarugas presas em redes

Uma fiscalização preventiva feita pela equipe de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente (IMA) encontrou duas tartarugas presas numa rede de pesca abandonada na enseada de Pajuçara, em Maceió; local tem recebido um intenso trabalho com o objetivo de conter a exploração indevida pelo ser humano

Uma fiscalização preventiva feita pela equipe de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente (IMA) encontrou duas tartarugas presas numa rede de pesca abandonada na enseada de Pajuçara, em Maceió; local tem recebido um intenso trabalho com o objetivo de conter a exploração indevida pelo ser humano (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Durante fiscalização preventiva realizada em recifes da enseada de Pajuçara, nesse fim de semana, em Maceió, a equipe de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente (IMA) encontrou duas tartarugas presas numa rede de pesca abandonada, nas proximidades da Piscina do Amor, espaço no qual o IMA tem realizado trabalho para conter a exploração indevida pelo ser humano. O equipamento foi retirado e inutilizado pelos fiscais, que não encontraram nenhum pescador. Os animais, porém, vieram a óbito.

Segundo o coordenador de Gerenciamento Costeiro do IMA, Ricardo César, a ocorrência, considerada comum no litoral alagoano, é uma ameaça à vida marinha. "É lamentável, mas coisas desse tipo acontecem com frequência em nosso litoral, o que justifica uma proibição da pesca de rede na enseada", afirmou. 

Ainda de acordo com o coordenador, o órgão ambiental vem realizando estudos, juntamente com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), sobre o impacto da pesca de arrasto e de redes de espera na enseada da Pajuçara.

Pesca-fantasma

O IMA esclarece que os equipamentos de pesca abandonados no oceano acabam se transformando em armadilhas para peixes e outros animais marinhos. De acordo com Juliano Fritscher, biólogo colaborador do IMA, este tipo de prática é chamada de 'pesca-fantasma', quando uma grande variedade de pequenos peixes, crustáceos e outros organismos ficam presos à rede e perdem a vida.

"E a incidência de casos do tipo no período chuvoso aumenta, pois, com as chuvas e fortes ventos, a perda de redes, pelo pescador, é ainda maior", emendou Ricardo César.

Com gazetaweb.com e assessoria