HOME > Geral

Imóveis a todo vapor

Financiamentos imobiliários crescem 32% em setembro, o que sinaliza a manutenção dos bons preços

Financiamentos imobiliários crescem 32% em setembro, o que sinaliza a manutenção dos bons preços (Foto: Gisele Federicce)

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O volume de empréstimos para compra e construção de imóveis com recursos da poupança somou R$ 9,16 bilhões em setembro, 32% a mais que em setembro do ano passado, aponta a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

No acumulado de janeiro a setembro, os financiamentos imobiliários somaram R$ 79,3 bilhões, montante 35% maior que o registrado no mesmo período de 2012. Nos últimos 12 meses, os empréstimos para compra e construção de imóveis com recursos da poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 103,4 bilhões. Esse total é 30% superior ao volume dos 12 meses anteriores.

Os financiamentos tiveram, em setembro, alta de 17% em relação ao mesmo mês em 2012. No acumulado deste ano, foram financiados 387 mil imóveis, 16,5% a mais que no mesmo período do ano passado. Nos 12 meses encerrados em setembro, foram financiados 508 mil imóveis, alta de 11% em relação aos 12 meses anteriores.

Os depósitos nas cadernetas de poupança superaram os saques em R$ 5,1 bilhões no mês de setembro. Esse foi o melhor resultado para um mês de setembro desde 1994. No acumulado dos primeiros nove meses de 2013, a diferença entre depósitos e retiradas foi positiva, em R$ 36,9 bilhões, uma alta de 48% sobre o observado no mesmo período do ano passado.

De tijolo em tijolo
Vendas de materiais de construção deverão crescer até 5% em 2014

As vendas de materiais de construção deverão encerrar o ano com crescimento de 2,5% em relação a 2012 e aumentarão de 4% a 5% no próximo ano, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walver Cover. Ele se reuniu com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, para discutir o impacto das medidas de estímulo para o setor, beneficiado pelos programas habitacionais do governo federal, pelo estímulo ao crédito e por impostos reduzidos.

A ampliação da lista de produtos beneficiados com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), informou o presidente da Abramat, não foi discutida no encontro. "Esse é um pleito permanente do setor, mas não levamos a reivindicação ao ministério no encontro de hoje", ressaltou. A entidade quer a inclusão de pregos, grampos e produtos de aço na relação de itens que pagam IPI menor.

Para o próximo ano, a Abramat prevê crescimento de 4% a 5% nas vendas. Walver Cover, no entanto, esclareceu que a estimativa não leva em conta apenas a manutenção do IPI reduzido. "A previsão considera a política atual de apoio à indústria de materiais de construção, que é um dos principais indutores do PIB [Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país]", declarou.

Cover citou diversas medidas do governo, além das desonerações, que têm contribuído para o crescimento do setor. Ele mencionou a desoneração da folha de pagamento para a indústria de materiais de construção, o Programa Minha Casa, Minha Vida, o Programa de Aceleração do Crescimento e a concessão de estradas e aeroportos à iniciativa privada.

Para o presidente da Abramat, a linha de crédito Construcard, da Caixa Econômica Federal, também tem impulsionado as vendas. Segundo ele, o programa financiou R$ 3 bilhões para a compra de materiais de construção no ano passado e deverá encerrar o ano emprestando R$ 6 bilhões. Além disso, declarou Cover, o aumento da renda e a manutenção do nível de emprego contribuirão para o otimismo do setor.