Imóvel em leilão: compre com segurança

Pode ser uma grande economia, mas antes confira 12 passos para um negócio seguro

Pode ser uma grande economia, mas antes confira 12 passos para um negócio seguro
Pode ser uma grande economia, mas antes confira 12 passos para um negócio seguro (Foto: Camila Nunes)

Por Juliana Américo Lourenço da Silva, do Infomoney

Comprar um imóvel em um leilão pode representar uma economia de até 50% em comparação aos valores de mercado. Porém, o atrativo do preço baixo pode fazer com que o consumidor esqueça alguns cuidados que ele deve tomar antes de fechar a compra.

Segundo o presidente da AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), Marco Aurélio luz, por mais que as facilidades da aquisição sejam vantajosas, o consumidor não pode se deixar levar pela tentação sem antes fazer um bom planejamento e uma pesquisa minuciosa da propriedade.

Confira abaixo 12 dicas elaboradas pela entidade para quem quer um desconto na compra da casa própria e ainda evitar dores de cabeça:

1- Leia o edital com atenção; no documento, o interessado deve se certificar sobre a descrição das condições de venda, o estado de conservação, a forma de pagamento, o preço mínimo, a comissão do leiloeiro, os impostos e o modelo de contrato que será assinado pelas partes;

2- Verifique se o imóvel ainda está ocupado. Mesmo com uma carta do arrematador, o novo dono pode enfrentar demora na Justiça para despejar os antigos moradores. Para não correr risco, é bom dar preferência aos bens desocupados;

3- Pesquise se há ações judiciais relacionadas à propriedade leiloada, o que pode levar à obtenção de liminares, por parte do anterior proprietário, para resolução da correção das parcelas ou a cobrança de juros sobre juros dos seus contratos e, consequentemente, mais espera para tomar posse do bem;

4- Visite o imóvel pretendido com antecedência para verificar suas condições. Nessa etapa é importante contar com o auxílio de um engenheiro para fazer uma inspeção minuciosa;

5- Faça um levantamento das dívidas deixadas pelo ocupante anterior, pois ficará a cargo do comprador a sua quitação. É possível pedir desconto no momento da compra;

6- Avalie as condições de venda e registre a propriedade em Cartório após o arremate. Lembre-se que o adquirente será responsável pelo pagamento da taxa de registro e do ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis), que gira em torno de 3% sobre o valor do imóvel;

7- Defina qual lance máximo que você poderá dar. Para isso é importante colocar todas as despesas no papel e, junto com a família, veja qual é o melhor investimento;

8- Tome cuidado com a forma de pagamento. Alguns editais permitem apenas a compra à vista; outros já autorizam financiar o saldo devedor. Caso opte pelo financiamento, o ideal é que as prestações não comprometam mais do que 30% da renda familiar. Além disso, confira se pode usar o FGTS no pagamento das parcelas. Também é bom ter cerca de 50% do valor do imóvel depositado no FGTS, poupança ou em outras aplicações para se precaver contra dificuldades imprevistas;

9- Considere que terá que arcar com despesas para a reforma do novo bem;

10- Reserve dinheiro para pagar, em torno de 5% do valor do lance, a comissão do leiloeiro no ato da arrematação;

11- Lembre-se que, nos contratos feitos pelo SFH (Sistema Financeiro Habitacional), após o atraso de três prestações o dono do imóvel é notificado para realizar o pagamento, caso não pague perderá o bem. Já no SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), o aviso chega após 15 dias, se não for realizada a quitação das parcelas, será consolidada a propriedade em nome do agente financeiro e o imóvel poderá ir a leilão extrajudicial, ou seja, sem passar pelo juiz natural;

12- Consulte um advogado para sanar dúvidas. A opinião do profissional será essencial para saber se você está fazendo um bom negócio.

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