Impasse de sindicatos mantém greve na saúde
Associação dos trabalhadores sobrepõe sindicato e assina acordo como governo de Minas aceitando as condições para restabelecer o atendimento no sistema público de saúde no estado. Representantes sindicais não reconhecem o documento e paralisação continua
Minas 247 – A Associação dos Trabalhadores da Fundação Hospitalar de Minas (Asthemg) firmou com a Secretaria de Estado de Saúde para normalizar o atendimento nos hospitais e centros de saúde vinculados à Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig). O documento assinado prevê reajustes e bonificações para os servidores de diversas carreiras do setor. No entanto, o Sindicato Único dos Servidores de Saúde (Sindi-saúde) não reconhece o acordo e afirma que a greve continua.
Confira a matéria da jornalista Márcia Constanti, do site R7 MG
A Secretaria de Estado de Saúde Minas Gerais assinou um acordo com representantes da Associação dos Trabalhadores da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Asthemg), que traz propostas de reajustes e bonificações para os servidores de diversas carreiras do setor. A assinatura do termo foi feita durante reunião realizada nesta segunda-feira (9)entre os integrantes da Asthemg e o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques.
Entre os benefícios propostos estão o aumento do valor da Gratificação Complementar (GC), destinada a auxiliares de apoio, técnicos operacionais, profissionais de enfermagem e analistas em gestão e assistência à saúde da fundação. A taxa passará de 20,7% para 30% a partir de agosto deste ano e subirá para 40% em agosto de 2013, alcançando 50% no mesmo mês em 2014. Além disso, está previsto ainda o pagamento do abono de urgência e emergência a todos os profissionais da área e reajuste de 50% do valor já a partir de agosto de 2012.
A minuta de projeto de lei relativa aos itens acordados será encaminhada nos próximos dias à Assembleia Legislativa de Minas Gerais. No mesmo documento, as lideranças da Asthemg assumem o compromisso de não fazer movimentos reivindicatórios que remetam aos itens acordados. Concordam também que temas relativos à política remuneratória do setor somente serão discutidos no âmbito da política geral do Estado.
Os profissionais da associação retornam ao trabalho já nesta terça-feira (10).
Documento não altera paralisação
Embora o termo firmado estabeleça o retorno dos servidores da associação ao trabalho já nesta terça (10), o sindicato da categoria afirma que a paralisação continua. A diretora do Sindicato Único dos Servidores da Saúde (Sind-Saúde), Neuza Freitas, afirmou que o documento não interfere no andamento da paralisação.
— O sindicato não reconhece a associação como órgão representativo da categoria. Por isto, estas propostas não mudam absolutamente nada quanto à greve. Seguimos sem negociações.
No dia 19 de junho, o Governo apresentou sua proposta, alegando que os benefícios surtiriam um impacto de R$ 100 milhões no orçamento da pasta. No entanto, o Comando de Greve informou que os itens não atendiam às reivindicações da categoria. No final do mesmo mês, 133 funcionários da Fhemig foram demitidos. O Sind-Saúde entrou com pedido de um mandado de segurança que exigisse o retorno dos profissionais aos seus cargos, mas o pedido foi negado.