Impeachment de Pimentel é golpe contra a resistência de MG ao desmonte do País

Com a quebra do aecismo, os candidatos que apoiam o golpe e o desmonte do Brasil tendem a sofrer uma derrota arrasadora no Estado. Esse é o motivo de fundo da tentativa de golpe contra o governador Fernando Pimentel, que vem fazendo um bom governo, é favorito nas eleições ao Palácio da Liberdade e poderá contribuir para Lula obter dos mineiros um resultado eleitoral consagrador

Fernando Pimentel
Fernando Pimentel (Foto: Gisele Federicce)

Minas 247 - As últimas quatro eleições presidenciais foram decididas em Minas Gerais, mesmo quando Aécio Neves, ex-governador, foi o candidato. Com a quebra do aecismo, os candidatos que apoiam o golpe e o desmonte do Brasil tendem a sofrer uma derrota arrasadora no Estado. Esse é o motivo de fundo da tentativa de golpe contra o governador Fernando Pimentel, que vem fazendo um bom governo, é favorito nas eleições ao Palácio da Liberdade e poderá contribuir para Lula obter dos mineiros um resultado eleitoral consagrador.

A tentativa de impeachment contra o governador Fernando Pimentel revela de forma clara que Minas Gerais é uma das principais frentes da guerra contra o golpe, o desmonte do país, o abandono dos programas sociais e da população mais pobre e da luta pela libertação do presidente Lula.

Desde a consolidação do golpe, que teve as figuras centrais do aecismo, como o próprio Aécio e seu parceiro e estrategista Antônio Anastasia, entre as suas principais figuras, o núcleo golpista, comandado por Temer, Jucá, Moreira Franco, Eliseu Padilha e o general Etchegoyen, tenta desestabilizar Minas Gerais. O ataque ao governo mineiro ocorre porque o consórcio golpista pretende dominar todo o Brasil e os governos dos estados que se opõem ao desmonte do país ameaçam a consolidação do projeto neoliberal no Brasil.

Sem os mineiros ninguém chega a presidente

O assédio a Minas Gerais é uma prioridade no projeto dos mentores do golpe, pois se trata de um estado estratégico, por sua força econômica, tamanho da população e localização estratégica – unindo o nordeste ao sul. Além disso, os mineiros decidiram as quatro últimas eleições, dado vitória ao PT, mesmo quando Aécio, ex-governador do estado foi o candidato.

Os projetos eleitorais, que defendem o desmonte do Brasil sabem que qualquer projeto presidencial depende dos eleitores mineiros, que compõem o segundo maior colégio eleitoral do país. Além disso, o governo minero resiste às políticas neoliberais perversas que os atuais donos de Brasília tentam impor ao país. Minas Gerais repeliu as tentativas de privatização de suas empresas estatais, principalmente as que visavam a Cemig, empresa de eletricidade, e a Copasa, responsável pelo tratamento de água e o saneamento, assim como resiste às diretrizes de reduzir os programas sociais e de precarizar a saúde, a segurança e a educação.

Bom governo faz de Pimentel o favorito em Minas

Mesmo tendo recebido um estado falido pela irresponsabilidade fiscal dos seus antecessores Aécio e Anastasia, com um rombo orçamentário de R$ 8 bilhões, uma enormidade, o governo Pimentel está conseguindo manter o estado funcionando, nos seus serviços básicos e afastado do caos, que a que estão submetidos todos os seus vizinhos no sudeste – Rio de Janeiro, Espirito Santo, São Paulo e Goiás, além de vários outros, como o Rio Grande do Sul e o Paraná. Em Minas Gerais, a saúde funciona; a educação cumpre suas metas e o estado se esforça para atender todas as reivindicações dos professores; obras essenciais são realizadas; e a segurança melhorou, impedindo que o estado fosse dominado pelo crime, como acontece no Rio de Janeiro, no Espirito Santo e em São Paulo, onde há rumores de acordo entre o governo e o PCC.

Essa situação de equilíbrio e tranquilidade de Minas Gerais foi obtida pelo governo Mineiro, apesar do rombo deixado pela falácia que foi o Choque de Gestão, inventado por Anastasia, e da crise profunda na qual o Brasil foi jogado pelo golpe de estado.

Governo mineiro reduz estragos do mentiroso choque de gestão

Uma leitura posterior e isenta do Choque de Gestão, concebido por Anastasia, o mentor intelectual do aecismo, revela que a artimanha não passou de um mecanismo arquitetado para burlar a lei; maquiar uma contabilidade temerária feita nas finanças do estado; viabilizar irresponsáveis empréstimos de bancos internacionais com moedas fortes (que penalizam hoje as contas públicas); desviar recursos da saúde, educação e sistema de seguridade social; comprar a lealdade de algumas corporações (policias, MP, judiciário), através de aumentos irreais de salários e benefícios; e para viabilizar obras faraônicas, como a Cidade Administrativa, de onde o aecismo desviou bilhões de reais.

Ao conseguir fazer um governo equilibrado, que conseguiu minimizar as dificuldades financeiras herdadas e os impactos da crise nacional, o governador de Minas Gerais chegou ao ano eleitoral em uma situação bastante confortável, sendo o favorito para vender as eleições. As qualidades do governo Pimentel também fortalecem a posição da candidatura Lula em Minas Gerais.

Aecismo em crise elimina palanque mineiro de candidatos do golpe

Essa situação de tranquilidade eleitoral do governo Pimentel é fortalecida, ainda, pela implosão do aecismo em Minas Gerais. Aécio está pulverizado na opinião pública mineira e arrasta Anastasia para o túmulo politico. Todos os candidatos que defendem o aecismo ou o golpe estão em péssima situação eleitoral em Minas Gerais.

Nesse cenário, a perspectiva é de uma derrota arrasadora para qualquer candidato presidencial identificado com o aecismo ou o golpe, no eleitorado mineiro. Isso atinge duramente Alkmin, Dória, Meireles ou quem for indicado nesse campo, em Minas Gerais.

E eles sabem que sem os mineiros, ninguém ganha uma eleição nacional.

Está aí o leitmotiv da atual onda de ataques contra o governador mineiro. Os mentores do golpe procuram gerar tumulto em Minas Gerais, para desviar a atenção do governador de uma gestão que vai bem, dentro de um cenário difícil, tonando decisões corretas, fazendo escolhas acertadas, mantendo Minas Gerais afastada do caos que domina vários estados brasileiros, além de estar entregando obras, melhorando serviços e outras realizações. Nos últimos quatro anos, Fernando Pimentel foi obrigado a administrar uma crise armada levianamente pelos seus antecessores, Aécio e Anastasia, e aprofundada pela crise gerada pelo golpe de 2016. O governador administrou essa crise financeira de Minas Gerais, sem deixar que o estado entrasse em colapso, sempre buscando o equilíbrio entre os poderes, para evitar a profunda crise institucional que acomete o Brasil.

Os mentores do golpe querem quebrar o ambiente de tranquilidade no estado, que favorece o governador nas próximas eleições.

Para isso, cooptaram alguns deputados estaduais, que embarcaram de maneira oportunista nessa aventura e estão jogando com as dificuldades do governo para obter vantagens. Esse grupo pretende chantagear o governador, com o objetivo de obter vantagens. Nesse ultimo grupo, estão os deputados, que pressionam para receber o dinheiro de emendas parlamentares, mesmo sabendo da complicada crise financeira herdade pelo estado – lembrando: R$ 8 bilhões.

Governador sabe articular e tem o Partido do Palácio da Liberdade

A história mineira ensina que o partido mais forte do estado, sempre foi o PL – Partido do Palácio da Liberdade. Não é possível subestimar o seu poder e a capacidade que esse conceito, liderado pelos governadores mineiros tem de fazer política. O Partido do Palácio da Liberdade é ainda mais forte, quando é liderado por governadores que dominam a arte da articulação, como é o caso de Fernando Pimentel.

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