Indústria baiana foi a que mais cresceu em 2012
"O Brasil voltou a crescer e isso se refletiu na nossa indústria, que cresceu num ritmo ainda mais forte", comemora o secretário do Planejamento do Estado e possível pré-candidato à sucessão do governador Jaques Wagner (PT), José Sérgio Gabrielli; atividade registrou alta de 4,2% no ano passado em comparação com 2011
Bahia 247
Dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que a indústria baiana cresceu 4,2% no ano passado em comparação com 2011. Resultado rendeu à Bahia o status de estado com maior crescimento na área em todo o país.
Para o secretário do Planejamento do Estado e possível pré-candidato à sucessão do governador Jaques Wagner (PT), José Sérgio Gabrielli, o desempenho da Bahia dá otimismo. "O Brasil voltou a crescer e isso se refletiu na nossa indústria, que cresceu num ritmo ainda mais forte", disse o petista em entrevista ao jornal A Tarde.
Contudo, para o mercado, não há muito que comemorar, pois o crescimento registrado teria apenas compensação das perdas de 2011, quando a indústria baiana fechou o ano com uma baixa de 4,5%. Naquele ano, as perdas foram resultado do "apagão" que atingiu todo o Nordeste no mês de janeiro, resultando em fortes prejuízos, sobretudo no Polo Industrial de Camaçari.
"Não classificaria este desempenho como uma retomada, mas sim como uma pequena reação. Apesar dos esforços do governo, a indústria continua com muita dificuldade e perdendo espaço para os importados", diz Mauro Pereira, diretor-executivo do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic).
Setores - O crescimento baiano em 2012 foi puxado, sobretudo, pelo primeiro e pelo último trimestres do ano. Em janeiro, fevereiro e março, o avanço se deu principalmente em cima da base de 2011, pico da retração gerada pelo "apagão". Já no quarto trimestre, o impulso veio de setores como a construção civil e indústria de bens de consumo.
No acumulado do ano, os setores de borracha, produtos químicos e refino de petróleo e produção de álcool capitanearam o crescimento baiano. O setor de automóveis também teve um forte crescimento impulsionado pela redução do IPI, que aqueceu o setor.
Dos sete setores analisados, o único que decresceu foi o da metalurgia, com perda da ordem de 10%. A baixa é resultado de paradas técnicas de fábricas como a da Paranapanema, que se modernizaram e devem retomar com força a produção este ano.
Para este ano, a expectativa é de manutenção do ritmo de crescimento da indústria. Contudo, o avanço deverá ser mais tímido, puxado, sobretudo, pela recuperação da metalurgia e de setores como alimentos e bebidas.
"Caso o cenário se mantenha, os outros segmentos devem andar de lado, sem grandes avanços ou perdas", afirma Marcus Vehine, gerente de estudos técnicos da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb).
Do lado do governo, mais otimismo: "As expectativas são boas, já que o cenário internacional vai se tornando menos tenso", diz Luiz Mário Vieira, economista da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. Informações do jornal A Tarde.