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Infarto do miocárdio. Os fatores de risco são bem conhecidos

  Um estilo de vida pouco saudável aumenta o risco de obstrução das artérias, conduzindo a uma destruição do músculo cardíaco.  

Infarto do miocárdio. Os fatores de risco são bem conhecidos


 

Por Damien Mascret – Le Figaro

 

O coração é certamente um saco, mas um saco «ativo» cujas paredes são feitas de músculo. Quando uma das artérias, que alimenta o coração, fica entupida, a parte do músculo cardíaco que se encontra a jusante do mesmo é imediatamente privada de oxigênio, o que resulta numa cascata de reações químicas que se encerram com a morte de células cardíacas. Trata-se do infarto do miocárdio. Quanto mais a artéria entupida é importante no sistema de alimentação mais os danos serão estendidos. Aliás, se um ultrassom do coração (ecocardiograma) for feito, será possível ver claramente a parte inerte do coração, incapaz de se contrair como o resto do coração.

Para evitar isso ou limitar os danos após um infarto que não foi imediatamente fatal, os médicos insistem na redução dos fatores de risco cardiovascular. Eles são bem conhecidos.

A guerra contra o tabaco e o colesterol

Primeiramente, a idade: quanto mais velhos ficamos, maior o risco. O que explica por que a maioria dos infartos ocorre após 65 anos. Certamente, não podemos deter a marcha do tempo. No entanto, o mecanismo de endurecimento das artérias e da formação de placas recheadas de gordura que acabam por obstruir completamente a artéria (aterosclerose), pode ser significativamente acelerado por um estilo de vida pouco saudável.

Daí a guerra travada pelos cardiologistas contra o tabagismo, o excesso de colesterol e a obesidade que afetam as paredes arteriais. É também por isso que no caso de diabetes tipo 2, é preciso reduzir a taxa de açúcar que circula no sangue (glicemia) porque o açúcar em excesso também prejudica as paredes arteriais. Por outro lado, as artérias se beneficiam com uma atividade física regular. Caminhar, nadar, pedalar, dançar, são verbos que, quando conjugados, mantêm o músculo cardíaco em estado perfeitamente funcional, reduzindo muito o risco de infarto do miocárdio.