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Instalada Frente em Defesa das Baianas de Acarajé

Entrega de carta ao prefeito ACM Neto (DEM) com critérios para reordenamento das baianas de acarajé na orla marítima de Salvador marcou a solenidade de instalação da Frente Parlamentar da Câmara Municipal em defesa das vendedoras dos quitutes; vereadora Fabíola Mansur (PSB) presidirá o colegiado suprapartidário; "A frente suprapartidária surge para fiscalizar e salvaguardar as tradições deste ofício, cuidando e preservando este importante ícone cultural da cidade que é a baiana de acarajé"

Entrega de carta ao prefeito ACM Neto (DEM) com critérios para reordenamento das baianas de acarajé na orla marítima de Salvador marcou a solenidade de instalação da Frente Parlamentar da Câmara Municipal em defesa das vendedoras dos quitutes; vereadora Fabíola Mansur (PSB) presidirá o colegiado suprapartidário; "A frente suprapartidária surge para fiscalizar e salvaguardar as tradições deste ofício, cuidando e preservando este importante ícone cultural da cidade que é a baiana de acarajé" (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Entrega de carta ao prefeito ACM Neto (DEM) com critérios para reordenamento das baianas de acarajé na orla marítima de Salvador marcou a solenidade de instalação da Frente Parlamentar da Câmara Municipal em Defesa das Baianas de Acarajé nesta segunda-feira (13), no Centro Cultural da Casa. Vereadora Fabíola Mansur (PSB) presidirá o colegiado suprapartidário.

Solenidade de instalação foi transformada em audiência pública e debateu o reordenamento das baianas na orla marítima da cidade. Também destacou a decisão do juiz federal Carlos D'Ávila proibindo a ocupação da faixa de areia das praias e apontou para a importância da baiana de acarajé e a sua condição de ícone da cultura do estado, sobretudo de Salvador.

"A frente suprapartidária surge para fiscalizar e salvaguardar as tradições deste ofício, cuidando e preservando este importante ícone cultural da cidade que é a baiana de acarajé", disse Fabíola Mansur. Sobre o licenciamento e permanência das baianas na orla marítima da cidade, defendeu critérios inclusivos com diálogo e participação efetiva da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (Abam).

Força política

No entendimento da vereadora Aladilce Souza (PCdoB), "a Frente em Defesa das Baianas de Acarajé se configura como mais uma força política e com ações para assegurar os espaços de atuação destas profissionais". Ela defendeu a reciclagem profissional, a qualificação da mão de obra e a preservação das tradições.

O vereador Silvio Humberto (PSB) apontou para a contradição de a Bahia ser associada à baiana de acarajé e a necessidade de se criar uma frente parlamentar em defesa de quem é símbolo de sua cultura. "Em torno da baiana existe uma cadeia econômica, um patrimônio cultural", destacou o vereador. Ele vê a baiana de acarajé como "símbolo máximo da cultura negra".

A luta destas quituteiras para assegurar a atuação profissional em vários pontos da cidade foi relatada pelo vereador Arnando Lessa (PT), que pediu clareza nos critérios de reorganização das baianas. O vereador Hilton Coelho (PSOL) criticou a decisão do juiz Carlos D'Ávila e lembrou que "as nações africanas não existiriam sem a contribuição das baianas de acarajé".