Intercept: Doria faz doações premiadas a empresários

"Parece que a suspeita de que a prefeitura mais rica do país direcionou uma licitação para favorecer a Ambev, uma das maiores financiadoras de campanhas eleitorais, não é um assunto de interesse público", diz João Filho, no The Intercept

Doria, em evento no Instituto Tomie Ohtake
Doria, em evento no Instituto Tomie Ohtake (Foto: Leonardo Attuch)

Por João Filho, no The Intercept

EM MAIO, o prefeito paulistano foi às redes sociais anunciar mais uma iniciativa que teria poupado dinheiro dos cofres públicos:

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Parecia mais uma ação de gênio que contrariava a máxima capitalista de que “não existe almoço grátis”. Porém, ah porém, o caso é diferente. A rádio CBN, do Grupo Globo, publicou, no Dia dos Namorados, um namorico proibido entre a Ambev e a gestão Doria em São Paulo. Segundo a reportagem, Julio Semeghini (secretário de Governo), André Sturm (secretário de Cultura) e Bruno Covas (vice-prefeito) participaram de um esquema para favorecer a Ambev em uma licitação milionária de patrocínio do carnaval paulistano.

A denúncia está baseada em documentos e um áudio de uma reunião em que os envolvidos combinam a fraude. A prefeitura negou por meio de nota as irregularidades e o assunto morreu no dia seguinte. Todos os grandes veículos parecem ter aceitado o desmentido da prefeitura, e o que era para ser o escândalo da semana caiu no buraco negro do noticiário. Parece que a suspeita de que a prefeitura mais rica do país direcionou uma licitação para favorecer uma das maiores financiadoras de campanhas eleitorais – e uma das maiores anunciantes de propaganda – não é um assunto de interesse público. A próxima segunda-feira será o dia da missa de sétimo dia de uma notícia natimorta.

Leia a íntegra no The Intercept Brasil

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