Interlagos: mais uma vítima fatal

O piloto Paulo Kunze morreu nesta quarta-feira, em decorrncia dos ferimentos sofridos em acidente no ltimo domingo



247, com informações da Agência Estado – O autódromo de Interlagos está se tornando um matadouro. O número de vítimas fatais do autódromo paulistano em 2011 chegou a três, nesta quarta-feira, com a morte do piloto Paulo Kunze, de 67 anos, em decorrência de acidente sofrido domingo passado, durante a terceira etapa do Campeonato Paulista de Stock car, categoria regional que utiliza chassis antigos da Stock Car brasileira. Kunze estava internado no Hospital Alvorada vítima de grave traumatismo crânio-encefálico.

O veterano piloto perdeu o controle de seu carro na reta oposta de Interlagos, bateu em um adversário e capotou na entrada da curva do Sol. Ele chegou a ser submetido a uma cirurgia na segunda-feira, mas seu estado de saúde foi piorando. Na terça, entrou em coma e não mais despertou. O óbito foi registrado às 10h30 desta quarta-feira.

Antes de Kunze, perderam a vida na pista paulistana, neste ano, o fotógrafo e motociclista João Lisboa, de 52 anos, e o piloto da Copa Montana Gustavo Sondermann, de 29, em acidentes ocorridos na curva do Café – a mesma onde Rafael Sperafico teve morte instantânea em 9 de dezembro de 2007, durante prova da Stock Car Light. Em 24 de fevereiro, Lisboa bateu no muro, sofreu fratura no fêmur e foi levado para um hospital, mas não resistiu a uma série de paradas cardíacas. Sete dias depois, Sondermann derrapou no mesmo ponto, bateu no muro, voltou para pista e foi atingido pelo carro de Pedro Boesel. Horas depois, o Hospital São Luiz constatava a morte cerebral do piloto.

Por conta do acidente com Sondermann, a Confederação Brasileira de Automobilismo, a Federação de Automobilismo de São Paulo, os administradores do Autódromo de Interlagos e a Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras da Prefeitura de São Paulo resolveram fazer uma área de escape no local. Agora, com a morte de Kunze, o autódromo da capital paulista, onde é disputado o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, corre o risco de entrar na mira da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

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