Iris: caso Cachoeira revela quem são os ‘imprestáveis‘

Em referncias claras a Marconi Perillo, ex-prefeito diz que at uma criana sabia da influncia de Cachoeira no Governo de Gois e defende "cadeia" para bandidos. M as desconversa sobre contratos que assinou com Delta e que foram suspensos por seu aliado Paulo Garcia

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Goiás 247 - Depois de um ano e meio falando pouco, quase no ostracismo, o ex-governador de Goiás Iris Rezende (PMDB) resolveu soltar o verbo. Ele disse hoje que “até uma criança sabia” da influência do contraventor Carlinhos Cachoeira no governo Estado. “Se você fizer essa pergunta para uma criança de qualquer idade, ela vai te dar uma lição do que nós precisamos hoje para evitar que o partido volte a viver o momento de vergonha que estamos vivendo. Goiás inteiro sabe e está envergonhado”, disse.

Novas escutas telefônicas realizadas pela Polícia Federal (PF), referentes à Operação Monte Carlo, mostram diálogos entre o bicheiro e um de seus braços direitos, o ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia,Wladmir Garcêz (PSDB), que reforçam a influência do grupo na indicação de nomes para compor o governo de Marconi Perillo (PSDB).

Nas gravações, Wladmir informa a Cachoeira que nomes indicados pelo grupo já teriam o aval do governador Marconi Perillo (PSDB), para ocupar gerências no Estado. “Então é o seguinte: o governador liberou os negócios dele e eu falei pra ele que temos mais quatro pedidos. Esse de Anápolis ele resolveu que vai lotar nas nomeações. Os de Goiânia, ele vai ver a questão de gerência aqui. Aí tem duas ou três gerências pra vir pra nós para a gente discutir quem são os nomes”, disse Wladmir ao contraventor. Na sequência, Cachoeira fala os nomes das pessoas e determina até mesmo valores a serem pagos como vencimentos (leia mais aqui).

Em uma sequência de declarações polêmicas, Iris Rezende avaliou que Goiás é conhecido atualmente, perante a opinião pública brasileira, como o Estado da “jogatina e da vergonha, em que o poder público se mistura com o crime, e ninguém entende porque”. Ao comentar as denúncias da Operação Monte Carlo, desencadeada pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF), que colocou atrás das grades o contraventor Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar esquema de exploração de jogos de azar, Iris Rezende afirmou que esse tipo de episódio serve para “que o povo conheça os valores e conheça também os imprestáveis”.

Questionado se defende a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional e uma CPI na Assembléia Legislativa de Goiás, o peemedebista novamente provocou, afirmando que defende é “cadeia para tudo quanto é bandido que está exposto aí”. A declaração foi acompanhada de uma salva de palmas e gritos de peemedebistas que presenciaram a entrevista, no diretório estadual do PMDB, em Goiânia. Iris foi candidato ao governo de Goiás nas eleições passadas, derrotado pelo atual governador, Marconi Perillo.

DELTA

Iris Rezende, porém, desconversou quando questionado sobre os contratos firmados em sua gestão frente à Prefeitura de Goiânia com a Delta Construções, apontada pela Operação Monte Carlo como um dos braços empresariais de Cachoeira.

Os contratos foram suspensos pelo atual prefeito, Paulo Garcia (PT), que era seu vice. Garcia determinou a abertura de uma sindicância para apurar possíveis irregularidades na realização desses contratos. “Eu vi pela imprensa que o prefeito ia suspender os contratos com a Delta. Eu telefonei para ele e pedi: prefeito, pegue uma cópia de todos os contratos que a prefeitura assinou com a Delta e entregue ao povo, entregue à imprensa.” 

A dúvida, nesse caso, é se Iris mostrou, com a frase, contrariedade com a atitude do prefeito, já que os contratos foram assinados na sua gestão, ou não.

 

Confira no site www.diariodegoias.com.br o áudio da entrevista de Iris.

 

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