“Jackson surpreendeu e amedrontou”

Quem faz esta avaliação é o jornalista Diógenes Brayner, colunista político do Correio de Sergipe, que em seu mais recente artigo aponta para o barulho provocado pela ação política do governador em exercício Jackson Barreto (PMDB), que estaria prestes a conquistar o apoio dos deputados estaduais do PSL (Capitão Samuel, Mundinho da Comase e Gilson Andrade), além de Adelson Barreto, para o Governo  

“Jackson surpreendeu e amedrontou”
“Jackson surpreendeu e amedrontou”

Sergipe 247 – O jornalista Diógenes Brayner faz uma análise precisa do momento político que Sergipe vive atualmente na edição mais recente da coluna “Plenário” (Correio de Sergipe e do Faxaju). Intitulado “A base está (des) afinada”, o artigo trata da ação política do governador em exercício Jackson Barreto (PMDB) nos últimos 45 dias, período em que está gerindo o Estado, enquanto o governador Marcelo Déda (PT) avança do tratamento contra um câncer gastrointestinal.

Diz Brayner: “Jackson estaria incomodando aos adversários, através de seus atos mais recentes. O estilo de fazer política dele acelerou as batidas do coração de alguns correligionários e provocou pressão alta nos que conviviam com uma gestão não tão corrida. Jackson pôs o pé no acelerador e foi à busca de fortalecer a aliança que trabalhou para fazê-lo vice e o apóia para governador em 2014”.

Segundo o jornalista, o governador em exercício estaria prestes a conseguir trazer todos os deputados do PSL – Capitão Samuel, Mundinho da Comase e Gilson Andrade – além de Adelson Barreto, que vislumbra a chance de disputar um mandato a deputado federal, para a base governista.

“Não se pode negar: Jackson surpreendeu e amedrontou”, arremata.

Confira o artigo na íntegra:

Setores da imprensa amanheceram a sexta-feira com notícias sobre o retorno do governador Marcelo Déda (PT) às suas atividades administrativas e política. Um portal noticiou como certa a posse. Um blog e um programa de rádio criticando os que defendem a volta de Déda e aconselhando que ele permaneça em São Paulo, repousando e cuidando da saúde.

Poderia citar nomes, mas não teria importância porque não se pretende analisar atuação e comportamento destes segmentos da mídia, todos bem lidos e aceitos. O portal que anuncia com pressa o retorno de Déda ao cargo tem à frente um atuante membro da oposição. Essa posição demonstra que o governador em exercício, Jackson Barreto (PMDB), estaria incomodando aos adversários, através de seus atos mais recentes.

O frágil do fato informado e comentado é que nenhum jornalista ou radialista tem capacidade de decidir quando qualquer cidadão, hospitalizado, recém saído da UTI e que enfrenta um câncer esteja em condições de retornar ou não ao trabalho. Sabe-se que a alta hospitalar é atribuição do médico, assim como a liberação para reinício de suas atividades profissionais. Em dependendo de um governador, eleito pelo povo e estando no Brasil, é de seu arbítrio retornar ao cargo, mesmo que esteja fora do Estado.

Essa é a realidade que nenhum setor da imprensa pode contestar...

Esse zum-zum-zum tem outra história. O estilo Jackson Barreto de fazer política acelerou as batidas do coração de alguns correligionários e provocou pressão alta nos que conviviam com uma gestão não tão corrida. Jackson pôs o pé no acelerador e foi à busca de fortalecer a aliança que trabalhou para fazê-lo vice e o apóia para governador em 2014.

Não se pode esconder que os políticos que integram a base aliada estão animados com a possibilidade de refazer a maioria na Assembléia Legislativa, trazendo todos os deputados do PSL – Capitão Samuel, Mundinho da Comase e Gilson Andrade – além de Adelson Barreto, que vislumbra a chance de disputar um mandato a deputado federal.

Além disso, foi através de um trabalho de Jackson Barreto que o PTB veio se somar ao bloco, sob o comando do deputado federal Almeida Lima. Isso sem contar com a bateria de inaugurações, as conversas constantes com lideranças municipais e um avanço na estrutura política do grupo, que tem a liderança do governador Marcelo Déda.

Não se pode negar essa verdade: Jackson surpreendeu e amedrontou.

Entretanto, nos bastidores há problemas facilmente solucionáveis. Precisa da abertura de diálogo para que tudo seja posto em seu devido lugar. O governador em exercício pode atuar politicamente da forma que entender, mas tem alguns limites impostos pela condição do vice ocupando o cargo do titular.

Isso, aliás, Jackson não desconhece e nem infringe, mas precisa cumprir determinações em relação à equipe montada pelo governador Marcelo Déda, que não pode – e nem deve – ser esquecida ou ignorada. Jackson não vai montar uma equipe sua e nesse ponto, caso não a mantenha com a força que exerce no Governo que a escolheu, corre o risco de ver o seu trabalho interrompido, em um momento que “a chama da esperança” reacende na aliança, como disse o prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva (PRB).

Jackson Barreto tem que dar limites à euforia e avançar no projeto político do Governo, sem ignorar a função de cada um dos secretários indicados pelo titular do cargo, que são da sua cota pessoal e de absoluta confiança. Se esse entendimento acontecer, a convivência será fácil, porque ninguém tem a intenção de frear o desenvolvimento de um trabalho político bom para todos. Afinal o PT já escolheu Jackson Barreto como candidato a governador do grupo em 2014.

Quanto ao governador Marcelo Déda ele vai bem – e que bom que ele vai bem – e pode retornar ao comando do Estado quando for liberado pelos médicos e estiver em condições de exercer sua atividade, outorgada pelo povo. Esse retorno independe de conselhos ou posições de segmentos da imprensa...

 

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