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Jackson: "Vou governar com as forças políticas que me ajudaram"

Em entrevista ao Jornal da Cidade, o governador Jackson Barreto (PMDB) afirma que irá trabalhar "com todas as forças políticas" que o ajudaram na reeleição; mas rechaça a ideia que os partidos e aliados serão "donos" de determinados setores da administração; "O que eu posso garantir aos nossos aliados é de que todos participarão. Mas o nosso governo não vai ter 'área tal é de fulano, área tal é de ciclano'. Isso não existe. O governador do Estado é um só", disse; ele confirma que irá diminuir o número de secretarias, não poupa críticas a Edivan Amorim e defende a reeleição de Dilma Rousseff (PT); "A eleição da presidente Dilma Rousseff é muito importante para Sergipe", afirmou

Em entrevista ao Jornal da Cidade, o governador Jackson Barreto (PMDB) afirma que irá trabalhar "com todas as forças políticas" que o ajudaram na reeleição; mas rechaça a ideia que os partidos e aliados serão "donos" de determinados setores da administração; "O que eu posso garantir aos nossos aliados é de que todos participarão. Mas o nosso governo não vai ter 'área tal é de fulano, área tal é de ciclano'. Isso não existe. O governador do Estado é um só", disse; ele confirma que irá diminuir o número de secretarias, não poupa críticas a Edivan Amorim e defende a reeleição de Dilma Rousseff (PT); "A eleição da presidente Dilma Rousseff é muito importante para Sergipe", afirmou (Foto: Valter Lima)

Sergipe 247 - Em longa entrevista concedida ao Jornal da Cidade - e publicada neste domingo (12) -, o governador Jackson Barreto (PMDB) afirma que irá trabalhar "com todas as forças políticas" que o ajudaram na reeleição. No entanto, ele rechaça a ideia que os partidos e aliados serão "donos" de determinados setores da administração. "O que eu posso garantir aos nossos aliados é de que todos participarão. Mas o nosso governo não vai ter 'área tal é de fulano, área tal é de ciclano'. Isso não existe. O governador do Estado é um só", disse. 

Questionado sobre a redução das secretarias, o peemedebista confirma que irá enxugar a máquina. "É preciso diminuir um pouco os gastos com pessoal, porque estamos passando por grandes dificuldades e você tem que viver a realidade do momento", justificou. Mas ele não quis adiantar que pastas serão extintas nem as mudanças na equipe. "Eu tenho que cuidar agora da campanha da presidente Dilma Rousseff, do segundo tuno. Eu tenho que trabalhar no sentido de mobilizar o Estado de Sergipe. A eleição da presidente Dilma Rousseff é muito importante para Sergipe", afirmou.

Abaixo os principais trechos da entrevista:

Balanço da campanha:

"Conseguimos colocar no consciente coletivo dos sergipanos que realmente era a luta do bem contra o mal. A gente sentia isso claramente, porque enquanto nós fazíamos uma campanha tendo como proposta continuar mudando Estado e desenvolvendo o Estado e melhorando a qualidade de vida das pessoas, a gente via que do outro lado era a organização de um bando querendo tomar o poder de assalto, a qualquer preço. Inclusive pessoas de família honrada, que quebraram, embarcaram na onda de Edivan Amorim que ele era o homem infalível. E lamentavelmente os setores conservadores do Estado e até da política se uniram. Todas as forças mais atrasadas do Estado formaram uma grande frente, inclusive, repetindo 1994, do ponto de vista do monopólio da comunicação. Foi uma coisa muito difícil, mas nós conseguimos conscientizar a nossa população. Fomos extremamente organizados e leais um com o outro e cada um deu sua contribuição e deu certo. A população compreendeu a nossa mensagem e pelo menos neste momento Sergipe está livre deste grupo."

Edivan Amorim:

"Edivan Amorim é uma grande mentira. Quem é Edivan Amorim? Qual o histórico de Edivan Amorim? Que serviços prestados tem Amorim a Sergipe? Que obra Edivan Amorim ou Eduardo Amorim trouxeram para Sergipe? Que bem fez eles aos sergipanos? A mentira, o engodo, a farsa, a malandragem. Foi isso o que nós vimos. O que é a vida pregressa de Edivan? Está aí o Banestado para dizer, o processo com a sentença condenatória. Estão aí as fazendas no cartório de São Braz, em Alagoas. Está aí a condenação na Justiça Federal de Alagoas. Ele engana alguns incautos e alguns usurários só pensando no dinheiro que ele tinha. Mas, gênio na política não. Aliás quem estava certo era o governador Marcelo Déda quando numa entrevista disse que nós fomos o detergente seu, Edivan. E na verdade quando eles abriam a boca para dizer que a eleição de 2010, Marcelo Déda ganhou por causa do apoio deles, a história provou agora que ele se elegeu senador graças à aliança que fez conosco. Eu nunca vi em Edivan Amorim nenhuma genialidade e a história provou que tudo era mentira e farsa."

Espaço de aliados:

"Eu não vou adiantar aqui o quinhão de ninguém, porque eu não quero fazer um governo com ‘esse quinhão é meu”, ‘esse quinhão é seu’. Não quero fazer governo dessa forma. Nós vamos trabalhar com todas as forças políticas que ajudaram na nossa eleição. Nós temos consciência do nosso papel, isso se faz em qualquer democracia, em qualquer Estado ou país, seja na América do Sul, seja na Europa. As forças que participaram da vitória de um projeto participam de um governo naturalmente, agora eu não quero adiantar aqui isso. Porque primeiro temos que fazer um estudo para dar uma enxugada no Estado. O que eu posso garantir aos nossos aliados é de que todos participarão. Mas o nosso governo não vai ter ‘área tal é de fulano, área tal é de ciclano”. Isso não existe. O governador do Estado é um só."

Segundo turno:

"Eu tenho que cuidar agora da campanha da presidente Dilma Rousseff, do segundo tuno. Eu tenho que trabalhar no sentido de mobilizar o Estado de Sergipe. A eleição da presidente Dilma Rousseff é muito importante para Sergipe. Você veja o Estado de Sergipe, o quanto ele cresceu, desenvolveu, gerou empregos e oportunidades, como o Estado vive um ciclo virtuoso de tantas grandes empresas procurando se instalar aqui. Nós somos o Estado do Nordeste que mais gera empregos e mais gera investimentos, então eu tenho que ter uma preocupação para que este momento não seja cortado. Porque as coisas estão dando certo? Porque as políticas públicas do governo federal aliadas às políticas do governo do Estado têm trazido esse desenvolvimento. Aliás é bom destacar um artigo do nosso assessor econômico, Ricardo Lacerda, que foi publicado pela imprensa do Sul, onde ele mostra o desenvolvimento da economia do Nordeste como um todo, que não foi só Bolsa Família. Foram as políticas públicas que foram desenvolvidas em nosso país que oportunizou ao Nordeste crescer. Muitas dessas políticas têm um reflexo pequeno nas economias dos Estados do Nordeste, mas têm um reflexo muito grande na economia do Nordeste, na geração de emprego, na melhoria da qualidade de vida da nossa população. Um crescimento econômico muito grande do Nordeste como um todo. Então é preservar e avançar. Queremos uma mudança dentro do projeto que está aí, para o país avançar mais, o Nordeste avançar mais e Sergipe avançar mais. Fico as vezes lamentando quando algumas lideranças, a nível nacional do PSDB, tratam o nordestino com preconceito, quando afirmam que as pessoas que votam em Dilma são desinformadas. Eles se acham os donos da verdade. Só que as políticas executadas nos governos de Fernando Henrique Cardoso não ajudaram o Nordeste a crescer e desenvolver. Foi a partir do governo de Lula e Dilma que estamos vendo como o Nordeste e Sergipe mudou. Então agora é trabalhar e ajudar a campanha de Dilma. A eleição que me consagrou governador teve a motivação de levar o eleitor para a urna, para votar também no senador, nos deputados. Então havia um interesse muito grande. Essa eleição de presidente precisamos ter a visão que temos que trabalhar para levar o eleitor do Nordeste em peso para as urnas, diminuir votos nulos e em branco e abstenção. O Nordeste precisa continuar com essas políticas. O Nordeste precisa da eleição da presidente Dilma Rousseff. Sergipe precisa dela."