Jairo Jorge: assédio é natural, mas não penso em sair do PT

Prefeito de Canoas admite o descontentamento com o modo pelo qual a direção nacional vem se conduzindo em meio ao processo de crise política alimentada pelas denúncias de corrupção: “Aqui no Rio Grande do Sul nós temos um grande acordo sobre a crise do partido e sobre o que precisa ser feito. Mas é preciso ver se o partido acorda nacionalmente. O Diretório Nacional ficou muitos meses sem se reunir. Em um momento de crise, é preciso ter inteligência política, ter rumos, e ninguém é dono da verdade e pode pretender ter soluções sozinho”, diz Jairo Jorge 

Prefeito de Canoas admite o descontentamento com o modo pelo qual a direção nacional vem se conduzindo em meio ao processo de crise política alimentada pelas denúncias de corrupção: “Aqui no Rio Grande do Sul nós temos um grande acordo sobre a crise do partido e sobre o que precisa ser feito. Mas é preciso ver se o partido acorda nacionalmente. O Diretório Nacional ficou muitos meses sem se reunir. Em um momento de crise, é preciso ter inteligência política, ter rumos, e ninguém é dono da verdade e pode pretender ter soluções sozinho”, diz Jairo Jorge 
Prefeito de Canoas admite o descontentamento com o modo pelo qual a direção nacional vem se conduzindo em meio ao processo de crise política alimentada pelas denúncias de corrupção: “Aqui no Rio Grande do Sul nós temos um grande acordo sobre a crise do partido e sobre o que precisa ser feito. Mas é preciso ver se o partido acorda nacionalmente. O Diretório Nacional ficou muitos meses sem se reunir. Em um momento de crise, é preciso ter inteligência política, ter rumos, e ninguém é dono da verdade e pode pretender ter soluções sozinho”, diz Jairo Jorge  (Foto: Roberta Namour)
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Marco Weissheimer, do Sul 21

Apontado por uma recente pesquisa realizada pelo jornal Correio do Povo em parceria com o Instituto Methodus como o prefeito melhor avaliado entre as quatro maiores cidades do Rio Grande do Sul, Jairo Jorge (PT) prepara-se para entrar no último ano do seu segundo mandato na prefeitura de Canoas, com um duplo desafio: manter o nível de aprovação de 77,8% da população apontado pela pesquisa e eleger seu sucessor (ou sucessora) para dar continuidade ao projeto iniciado há sete anos. Jairo Jorge consolidou sua posição como uma peça importante no tabuleiro político estadual e seu nome vem sendo objeto de especulação nos meios de comunicação a propósito de uma possível troca de partido.

Em entrevista ao Sul21, Jairo Jorge fala sobre a sua administração em Canoas, aponta os desafios que estão colocados para a cidade e analisa o atual momento político vivido pelo PT. O prefeito diz que não passa pela sua cabeça sair do partido, mas admite o descontentamento com o modo pelo qual a direção nacional vem se conduzindo em meio ao processo de crise política alimentada pelas denúncias de corrupção. “Aqui no Rio Grande do Sul nós temos um grande acordo sobre a crise do partido e sobre o que precisa ser feito. Mas é preciso ver se o partido acorda nacionalmente. O Diretório Nacional ficou muitos meses sem se reunir. Em um momento de crise, é preciso ter inteligência política, ter rumos, e ninguém é dono da verdade e pode pretender ter soluções sozinho”, diz Jairo Jorge que espera que a próxima reunião do Diretório Nacional, no final de outubro, sinalize uma mudança de rumos.

Sul21: Uma recente pesquisa publicada pelo jornal Correio do Povo apontou o senhor como o prefeito mais bem avaliado entre alguns dos maiores municípios do Estado. Como recebeu o resultado dessa pesquisa e a que atribui a avaliação positiva de sua administração?

Jairo Jorge: Em primeiro lugar, recebi essa pesquisa com humildade. Ela nos desafia a fazer mais. Esse é meu primeiro sentimento. Uma pesquisa é sempre uma fotografia, um registro de um determinado momento. Na minha opinião, esse levantamento expressa duas coisas. Primeiro, um trabalho de equipe com hierarquização, metas, indicadores e métricas para ver se o que estamos fazendo está em sintonia com a sociedade. Trabalhamos com a ideia de um só governo, uma só administração. Apesar de termos um governo de coalizão, temos um programa de governo que foi inscrito na Justiça Eleitoral e apresentado aos eleitores. Nossas metas não são algo genérico, mas fazem parte desse programa de governo.

Além disso, o sistema de participação, com treze ferramentas diferentes, nos permite sempre sair da zona de conforto. Quando imaginamos que está tudo bem, tudo maravilhoso, o sistema de participação nos mostra que há algo a ser aperfeiçoado na saúde, na educação, na segurança, nos serviços urbanos de uma forma geral, por meio de ferramentas como o Prefeitura na Rua, que já teve 265 edições, sempre aos sábados…

Sul21: Como funciona esse programa? O prefeito vai para a rua todos os sábados para conversar com a população?

Jairo Jorge: Sim, todos os sábados. Nós trabalhamos muito com a ideia de processos abertos. Ir a um lugar onde você só tem amigos é fácil. Agora, ir para a rua ou para uma praça é sempre algo indeterminado e essa indeterminação é muito importante para um governo, por que ela nos retira da zona de conforto, onde podemos ficar achando tudo maravilhoso. Quando vamos para um lugar aberto, onde as pessoas podem fazer protestos e criticar, o governo é obrigado a se movimentar para resolver os problemas e atender às demandas do cidadão.

Esse exercício é também uma dessacralização da autoridade, um conceito que defendo muito. Muitas vezes a autoridade fica muito ensimesmada, dentro uma redoma de vidro que precisa ser quebrada. A dessacralização é um exercício de humildade (leia mais).

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