Janio sobre caso Siemens: "Quem quer, apura"

"Não é preciso esperar pelos documentos já colhidos pelo Cade, e tão reclamados à toa pelo governador de São Paulo", argumenta o colunista da Folha; para Janio de Freitas, caminhos para a apuração de denúncia de cartel são "muito mais simples" do que os processos judiciais anunciados pelo governador Geraldo Alckmin

"Não é preciso esperar pelos documentos já colhidos pelo Cade, e tão reclamados à toa pelo governador de São Paulo", argumenta o colunista da Folha; para Janio de Freitas, caminhos para a apuração de denúncia de cartel são "muito mais simples" do que os processos judiciais anunciados pelo governador Geraldo Alckmin
"Não é preciso esperar pelos documentos já colhidos pelo Cade, e tão reclamados à toa pelo governador de São Paulo", argumenta o colunista da Folha; para Janio de Freitas, caminhos para a apuração de denúncia de cartel são "muito mais simples" do que os processos judiciais anunciados pelo governador Geraldo Alckmin (Foto: Gisele Federicce)
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247 - Os caminhos para a investigação das denúncias de cartel no Metrô e trens de São Paulo são "muito mais simples" do que os escolhidos pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), avalia o colunista da Folha Janio de Freitas. Até agora, diz ele, a opinião pública só foi servida de "palavrório requentado". Leia seu artigo:

Quem quer, apura

O desejo de esclarecer as licitações e compras do metrô paulistano e da CPTM, reiterado pelo governador Geraldo Alckmin, dispõe de caminhos muito mais simples, rápidos e eficientes do que os processos judiciais por ele anunciados. Estes, além de lançarem dúvida sobre a veracidade do desejo, com sua preferência pelo método confuso, e lerdo, correspondem demais a utilidades reeleitoreiras.

Não é preciso esperar pelos documentos já colhidos na investigação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), e tão reclamados à toa pelo governador. Ao que se saiba, também o governo paulista não é dado a repassar aos investigados por sua polícia as pistas e provas obtidas em investigações ainda sigilosas.

As licitações, contratações e compras foram feitas pelo governo paulista. É só abrir os seus respectivos arquivos e surgirá uma profusão de documentos com indícios, esclarecimentos, mesmo com provas em um ou em outro sentido, coisas que talvez nem o Cade já tenha. O governo paulista não se deu a esse trabalho simples para embasar as informações esperadas pela opinião pública, até agora só servida de palavrório requentado.

De fácil acesso nos arquivos está um outro indicador, sempre enrolado em meias explicações pelo governantes e, no caso paulista, parte essencial. São os acréscimos de preço apelidados de reajustes, que só em casos raros refletem motivos justos e não pretextos, convenientes à melhoria do preço feito para vencer. E não menos convenientes a mais participações de terceiros, quartos e outros.

Na beira do cadafalso estão governos paulistas e o PSDB. Cabe então ao governador Geraldo Alckmin abrir o jogo, mostrar o que se passou conforme a documentação em posse do governo paulista, caso queira deixar mais do que a impressão de tergiversar e fazer gestos ilusórios como resguardo eleitoreiro.

OS SUPER

A determinação do Tribunal de Contas da União para corte do supersalários na Câmara deve atingir não 1.100 funcionários, mas 1.677, mais cerca de 50%, conforme levantamento do repórter Vinicius Sassine no "Globo". No Senado, a informação recebida pelo TCU relaciona 464 beneficiados também por vencimentos acima do teto de R$ 28 mil recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal.

O TCU não cobra a devolução do excedente descabido. Quer apenas vê-lo cortado, afinal. Mas se bem que os beneficiários, os detentores de supersalários, não pagaram a si mesmos. E a responsabilização de quem autorizou reiteradamente os pagamentos de notória ilegalidade? Ah, essa violaria a norma da impunidade quando se trata de dinheiro público. Norma, no geral, tabu no Congresso.

MANIFESTANTES

As estimativas ficaram entre uns 150 e, com otimismo, uns 200, 220 jovens, que outro otimismo chamou a todos de estudantes. Sentados em esquina da avenida Rio Branco, levaram a um engarrafamento que parou o centro do Rio por mais de cinco horas e estendeu engarrafamentos pela cidade por várias horas, a depender da região. Ensanduichados nos ônibus e ensardinhados nas vans, aqueles por quem foi feita, com a participação dos próprios, a luta contra o aumento das passagens e em defesa dos usuários.

Os sentados na Rio Branco manifestaram também alguma coisa. Fica por sua conta identificá-la, a seu gosto e ideia.

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