Jardel promete abrir caixa preta da Delta em Catalão

Caso encontre alguma irregularidade, prefeito da cidade avisa que vai acionar o Ministério Público, além de colaborar com a CPI da Assembleia, instalada para investigar o vínculo da empresa com políticos goianos, especialmente prefeitos e ex-prefeito; empreiteira chegou em Goiás por Catalão, onde assinou em 2003 contrato de R$ 23 milhões na coleta de lixo

Jardel promete abrir caixa preta da Delta em Catalão
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Goiás 247_ Os contratos da Delta com a prefeitura de Catalão nos últimos anos podem vir à tona nos próximo dias. O novo prefeito do município, Jardel Sebba (PSDB), está disposto a abrir a caixa preta da prefeitura e oferecer aos órgãos competentes os documentos necessários para análise. Há suspeitas de irregularidades nos contratos, que são, inclusive, alvo de investigação de promotores de Justiça que atuam no município.

Jardel disse que se houver alguma irregularidade, não vai varrer para debaixo do tapete. Ele avisou que vai acionar o Ministério Público e também afirmou que vai colaborar com a CPI da Assembleia, instalada para investigar o vínculo da empresa com políticos goianos, especialmente prefeitos e ex-prefeitos.

A comissão foi impedida por uma liminar na Justiça de investigar os contratos da Delta com as prefeituras de Aparecida de Goiânia, Goiânia, Anápolis e Catalão, mas recorreu para derrubar a proibição no Tribunal de Justiça.

“Estamos trabalhando para averiguar minuciosamente esses contratos diante de suspeitas de superfaturamento. Determinei que fosse realizada uma auditoria e tudo será enviado ao Ministério Público e à CPI”, afirmou Jardel ao Goiás 247.

Os contratos da Delta com a prefeitura de Catalão foram firmados nas gestões dos peemedebistas Adib Elias e Velomar Rios. Adib trouxe a Delta para Goiás em 2003 quando a construtora ganhou licitação de R$ 23 milhões para fazer varrição e coleta de lixo na cidade.

Desde então, a Delta se tornou a principal prestadora de serviços da prefeitura de Catalão. Na gestão de Velomar, a empresa chegou a ser contratada por seis meses sem licitação para realizar a coleta de lixo e ganhou certames para construir obras de saneamento básicos financiadas pela Caixa Econômica Federal de mais de R$ 25 milhões.

Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta no Centro-Oeste, e que chegou a ser preso pela Polícia Federal, frequentava a prefeitura de Catalão e tinha relações estreitas com a Adib Elias. Ele vistoriava obras e era recebido com honras pelos peemedebistas. A mãe do ex-diretor da Delta, Albertina Salomão Abreu foi, inclusive, chefe de gabinete da mulher do peemedebista, a ex-deputada estadual Adriete Elias.

CPI

Investigar e destrinchar os contratos com as prefeituras é o principal objetivo da CPI da Delta da Assembleia. Para os deputados governistas há evidências de que a atuação da Delta em Goiás foi cercada de irregularidades. Em Goiânia, a empresa foi responsável pela construção dos dois viadutos da Avenida 85 na gestão de Iris Rezende.

O relator da CPI, Talles Barreto, afirma que é essencial para o andamento da comissão que os contratos sejam investigados. A Assembleia aguarda o julgamento do recurso em que pede que o Tribunal de Justiça derrube a liminar favorável às prefeituras. O contraventor Carlinhos Cachoeira também manifestou desejo em falar aos deputados da CPI.

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