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JB pede compreensão de aliados para corte de cargos e comissões

Governador em exercício promete para os próximos dez dias o anúncio das medidas de redução da máquina administrativa; segundo ele, só com corte de gastos será possível pensar em reajuste salarial para os servidores; "qualquer gesto de um governante tem que ser pensado, analisado, para não parecer ato demagógico e nem retirar direitos e vantagens do servidor. Precisamos tomar decisões que do ponto de vista de se fazer economia obtenhamos sucesso, que altere a situação difícil do Estado neste momento", afirmou

Governador em exercício promete para os próximos dez dias o anúncio das medidas de redução da máquina administrativa; segundo ele, só com corte de gastos será possível pensar em reajuste salarial para os servidores; "qualquer gesto de um governante tem que ser pensado, analisado, para não parecer ato demagógico e nem retirar direitos e vantagens do servidor. Precisamos tomar decisões que do ponto de vista de se fazer economia obtenhamos sucesso, que altere a situação difícil do Estado neste momento", afirmou (Foto: Valter Lima)

Valter Lima, do Sergipe 247 – O governador em exercício Jackson Barreto (PMDB) afirmou, nesta quinta-feira (17), em conversa com a imprensa, antes do ato de cessão de imóvel para o Sindicato dos Jornalistas, que ainda está avaliando as possibilidades de cortes de gastos que serão feitas na estrutura administrativa do Estado. Ele disse que pretende reduzir cargos e comissões para poder ter folga de caixa para poder, ao menos, fazer a reposição inflacionária dos salários dos servidores. Pediu também compreensão aos aliados do seu bloco político para as possíveis mudanças que fará no governo.

“Não definimos nada ainda. Temos uma visão do que poderemos fazer. Qualquer gesto de um governante tem que ser pensado, analisado, para não parecer ato demagógico e nem retirar direitos e vantagens do servidor. Precisamos tomar decisões que do ponto de vista de se fazer economia obtenhamos sucesso, que altere a situação difícil do Estado neste momento. Nos próximos 10 dias teremos uma posição”, afirmou.

Ele também ressaltou que a máquina estadual está “muito pesada”, o que demanda a necessidade, primeiro, do corte de gastos, para só depois pensar na valorização dos servidores. “Vamos reduzir cargos e cortar comissões, uma vez que existem comissões de mais. Não sei pra quê tantas comissões”, disse. Questionado sobre a possibilidade de dar aumento aos servidores, Jackson ressaltou que só poderá pensar nesta possibilidade à medida que o corte de gastos der resultados. “Estamos trabalhando para ter um campo fértil para pensar no aumento, naquilo que é constitucional, que é a reposição da inflação”, reiterou.

O governador disse também que é preciso ter muita cautela nas decisões que serão tomadas, diante da questão que envolve o agrupamento político que dá sustentação à atual gestão. “É difícil para nós, porque estamos trabalhando com uma máquina muito problemática. Tenho que ter bastante cautela. Somos todos um projeto, são diversos partidos que formam um grupo político. Não vou fazer nenhuma avaliação levando em conta qualquer compromisso de ordem política com partido A, B ou C. Acho que todos têm a compreensão de que senão levar em conta o interesse dos servidores e da sociedade e se o  barco naufragar, todos seremos responsabilizados. Não só o governador, mas todos. As medidas que tomaremos serão com a consciência de que os companheiros compreenderão que é necessário para dar resposta à sociedade”, afirmou.

Foto: Marcos Rodrigues/ASN