Joanna Maranhão se despede das piscinas
Nadadora pernambucana, detentora da melhor posição da natação feminina brasileira em Olimpíadas, anunciou oficialmente a sua aposentadoria. A despedida, porém, deverá acontecer somente em abril. A nadadora pretende se dedicar à ONG Infância Livre; "Estou motivada para essa nova caminhada, orgulhosa dos 23 anos que pratiquei a modalidade, dos 12 anos de seleção, dos três Pan-Americanos, das três Olimpíadas que participei e, principalmente, das derrotas que sofri", postou em sua conta na rede social Instagram
Pernambuco 247 - A nadadora pernambucana Joanna Maranhão, detentora da melhor posição da natação feminina brasileira em Olímpiadas, anunciou oficialmente a sua aposentadoria das piscinas. . "Estou motivada para essa nova caminhada, orgulhosa dos 23 anos que pratiquei a modalidade, dos 12 anos de seleção, dos três Pan-Americanos, das três Olimpíadas que participei e, principalmente, das derrotas que sofri", postou em sua conta na rede social Instagram. A despedida oficial, porém, deverá acontecer somente em abril. A nadadora pretende se dedicar a Organização Não Governamental (ONG) Infância Livre.
Joanna, que tem 26 anos, é a atleta feminina mais bem posicionada da natação brasileira em Olímpiadas, desde que obteve o quinto lugar nos 400 metros medley, em 2004, quando os jogos aconteceram em Atenas, Grécia.
Os bons resultados dentro das piscinas foram acompanhados por atitudes marcantes fora da água. Em diversas ocasiões bateu de frente com entidades esportivas ao denunciar o gerenciamento dos recursos direcionados ao esporte, o que teria gerado represálias que se refletiram na falta de apoio por parte da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).
"O esporte que acredito não é o esporte que presencio. Muitos ídolos só conquistam medalhas e isso é muito pouco diante das reais necessidades do nosso país”, escreveu. "Falei muito, questionei, propus mudanças e infelizmente gritei sozinha”, completou.
A nadadora também se posicionou contra a violência sexual ao revelar ter sido vítima de abusos praticados por um ex-treinador quando ela tinha apenas 9 anos. A denúncia, realizada em 2008, acabou por gerar um debate que quatro anos depois resultou na alteração dos prazos de prescrição para os crimes de estupro, atentado violento ao pudor e pedofilia. A nova lei acabou por levar o seu nome, mostrando também a força da nadadora fora das raias das piscinas.