João: se Vale desistir da Carnalita será um desastre
Prefeito João Alves Filho (DEM) reuniu-se com o presidente do Senado, Renan Calheiros, nesta quinta-feira (6), para solicitar que ele interfira no impasse em torno do projeto Carnalita; "Tenho certeza que o Senado se sensibilizará pela causa, pois essa importante riqueza mineral trará inúmeros benefícios para o Brasil e diretamente para Sergipe, sem falar do desenvolvimento daquela região. Precisamos ser autônomos, pois atualmente o Brasil importa 90% do potássio do Canadá e da Rússia e 70% dos fertilizantes que utiliza", afirmou
Sergipe 247 - Em Brasília, para onde foi com o objetivo de discutir emendas federais para a capital, o prefeito João Alves Filho (DEM) reuniu-se com o presidente do Senado, Renan Calheiros, nesta quinta-feira (6), para solicitar que ele interfira no impasse em torno do projeto Carnalita. João tem uma amizade e relacionamento respeitável com o presidente do Senado há anos. Renan foi um grande aliado do prefeito em defesa do rio São Francisco na época do debate sobre a transposição.
Na época em que João foi governador do Estado, técnicos da Companhia de Desenvolvimento Industrial e de Recursos Minerais de Sergipe fizeram um estudo que comprovava a viabilidade da carnalita. "Infelizmente, na época, o Estado não tinha condições para desenvolver a pesquisa de campo. Então, fui até o presidente da Vale à época, Roger Agnelli, mostrei os levantamentos e estudos de laboratórios feitos pelos técnicos da Codise e foi o que ensejou que a própria Vale desenvolvesse os estudos e chegasse a necessidade essencial para o Brasil explorar a carnalita. E caso a Vale desista do Projeto Carnalita será um desastre para Sergipe e para o Brasil", afirmou João Alves.
"Tenho certeza que o Senado se sensibilizará pela causa, pois essa importante riqueza mineral trará inúmeros benefícios para o Brasil e diretamente para Sergipe, sem falar do desenvolvimento daquela região. Precisamos ser autônomos, pois atualmente o Brasil importa 90% do potássio (um dos componentes de fertilizantes) do Canadá e da Rússia e 70% dos fertilizantes que utiliza. Além disso, a redução de despesa que o país pode ter é extremamente significativa e importante", ressaltou.