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Jornalista é suspeito de mandar incendiar carro de promotor

O jornalista Marco Aurélio Carone é acusado de usar seu site jornalístico, o "Novo Jornal", para difamar pessoas públicas alvos da quadrilha de falsários, comandada por Nilton Monteiro, da qual ele faria parte; Polícia Civil divulgou que encontrou na agenda do jornalista, preso esta semana, o endereço e os números de placas dos carros do promotor de combate ao crime organizado, André Luis de Garcia Pinho, que teve o carro incendiado no fim do ano passado

O jornalista Marco Aurélio Carone é acusado de usar seu site jornalístico, o "Novo Jornal", para difamar pessoas públicas alvos da quadrilha de falsários, comandada por Nilton Monteiro, da qual ele faria parte; Polícia Civil divulgou que encontrou na agenda do jornalista, preso esta semana, o endereço e os números de placas dos carros do promotor de combate ao crime organizado, André Luis de Garcia Pinho, que teve o carro incendiado no fim do ano passado (Foto: Valter Lima)

247 - O jornalista Marco Aurélio Carone é acusado de usar seu site jornalístico, o "Novo Jornal", para difamar pessoas públicas alvos da quadrilha de falsários (de Nilton Monteiro) da qual ele faria parte. A Polícia Civil divulgou que encontrou na agenda do jornalista, preso esta semana, o endereço e os números de placas dos carros do promotor de combate ao crime organizado, André Luis de Garcia Pinho, que teve o carro incendiado no fim do ano passado.

No diário de Carone foram encontrados rabiscos de placas de carros e um endereço que seriam do promotor André Luis Garcia de Pinho, que pediu a prisão de Carone na semana passada. De acordo com o delegado da 4ª Delegacia de Investigação de Falsificação, Sonegação Fiscal e Crimes Contra o Patrimônio Público, Guilherme da Costa, o Ministério Público apontou que as anotações são indícios de que o atentado contra o promotor teria a autoria da quadrilha de Nilton Monteiro.

"O que nos foi passado pelo MP é que nos manuscritos da agenda estavam as placas dos carros e o endereço do promotor atacado no ano passado. Tudo isso é um indício de que a quadrilha cometeu o crime, mais ainda não existe conclusão do caso", explicou o delegado se referindo ao inquérito do atentado que foi aberto pelo Deoesp.

Em dezembro de 2013, o carro do promotor de Justiça André de Pinho foi incendiado na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Naquela época, o promotor disse suspeitar que a ameaça e o atentado partiram do líder de uma quadrilha que estava preso na Penitenciária Nelson Hungria em Contagem.