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Jovem diabética aguarda medicamentos há 4 meses

Uma jovem de 18 anos está sem receber medicamentos da farmácia do Estado há quatro meses; denúncia foi feita pela mãe, cuja filha sofre de diabetes tipo 1; processo licitatório e substituição de uma marca de insulina por outra são algumas das justificativas da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas

Uma jovem de 18 anos está sem receber medicamentos da farmácia do Estado há quatro meses; denúncia foi feita pela mãe, cuja filha sofre de diabetes tipo 1; processo licitatório e substituição de uma marca de insulina por outra são algumas das justificativas da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Uma moradora do bairro Barro Duro, em Maceió, entrou em contato com a reportagem da Gazetaweb, na manhã desta segunda-feira (23), para denunciar a Farmácia de Acolhimento do Estado, que não estaria oferecendo os medicamentos necessários à sua filha, que sofre de Diabetes tipo 1. Até o momento, Maria José, mãe de uma jovem de 18 anos, já gastou mais de R$ 1.500 na compra de insulina e de materiais para a realização do exame diário de glicemia.

Segundo relata Maria José, a filha, Lúcia Lins dos Santos, tem plano de saúde, mas faz uso do medicamento há seis anos para minimizar os transtornos causados doença - a tipo 1 acomete crianças e jovens. A mãe explica que o tratamento é dispendioso, motivo pelo qual a família tomou providências no sentido de garantir a gratuidade, por meio de decisão judicial. 

“Se eu não recebesse os remédios da farmácia, gastaria cerca de oitocentos reais por mês, para que minha filha tivesse alguma qualidade de vida. Nestes seis anos, ela já vinha sendo prejudicada e, agora, o prejuízo só aumentou porque estamos sem receber parte dos remédios já há quatro meses. O pessoal da Farmácia de Acolhimento diz que os fornecedores não entregaram a mercadoria e que não há previsão”, desabafou. 

Lícia Lins enfrenta uma batalha diária. Em jejum, ela faz o exame de glicemia e precisa de 120 tiras (fitas colocadas em um aparelho), 50 delas custando R$ 92, que não são disponibilizadas pela farmácia há quatro meses. A paciente também aguarda a chegada do tipo de insulina Humalog, que custa cerca de R$ 30. 

“Só estamos recebendo o outro tipo, Lantus, no valor de cem reais cada, e minha filha usa três mensalmente”, explicou Maria José, que foi ao Juizado da Infância e do Adolescente, na semana passada, tendo aguardado, em vão, por atendimento durante duas horas. 

Sesau

Em contato com a Gazetaweb, a diretora de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Erivanda Meireles, explicou que a insulina Humalog foi substituída por outra de nome Novorapid, de mesmo efeito, e a entrega das tiras dependeu de um processo licitatório concluído no início deste mês.

“Realmente, as tiras estavam em falta, mas chegaram no dia 20. Ela já pode vir pegá-las, além da a insulina Novorapid, que sempre esteve disponível”, explicou Erivanda Meireles, ao lembrar que os medicamentos são fornecidos à paciente pela Farmácia de Acolhimento do Estado, que os distribui a pessoas que recorreram à Justiça. 

Já a antiga Farmácia de Medicamentos Excepcionais de Alagoas (Farmex), segundo explicou a diretora, foi transformada em farmácia do Componente Especializado de Assistência Farmacêutica (CEAF).

Com gazetaweb.com