HOME > Geral

Juiz vistoria casas atingidas por queda de silo

Mais de um ano depois da queda de um silo do Moinho Motrisa, em Maceió, e que deixou 25 imóveis ainda fechados por causa dos riscos, o juiz Marcelo Tadeu, da 4º Vara Cível da Capital, fez uma visita ao local do acidente para avaliar e estrutura das residências e adotar algum posicionamento a respeito do processo movido pelos moradores na Justiça; “A vistoria serve para que o Poder Público tenha a visão mais realista possível da situação dos moradores. Vamos avaliar e dar uma resposta o mais rápido possível às demandas mais urgentes dos moradores”, justificou o magistrado

Mais de um ano depois da queda de um silo do Moinho Motrisa, em Maceió, e que deixou 25 imóveis ainda fechados por causa dos riscos, o juiz Marcelo Tadeu, da 4º Vara Cível da Capital, fez uma visita ao local do acidente para avaliar e estrutura das residências e adotar algum posicionamento a respeito do processo movido pelos moradores na Justiça; “A vistoria serve para que o Poder Público tenha a visão mais realista possível da situação dos moradores. Vamos avaliar e dar uma resposta o mais rápido possível às demandas mais urgentes dos moradores”, justificou o magistrado (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Mais de um ano e meio depois do desabamento de um dos silos do Moinho Motrisa, no bairro do Poço, em Maceió, cerca de 25 imóveis situados no entorno da fábrica continuam fechados por conta dos riscos que representam para as famílias. Nesta quarta-feira (4), o juiz Marcelo Tadeu, da 4º Vara Cível da Capital, fez uma visita ao local do acidente com o objetivo de fazer uma avaliação da estrutura das residências e adotar algum posicionamento a respeito do processo movido pelos moradores na Justiça. 

“A vistoria serve para que o Poder Público tenha a visão mais realista possível da situação dos moradores. Vamos avaliar e dar uma resposta o mais rápido possível às demandas mais urgentes dos moradores. Por isso, tudo o que for alegado por eles será levado em consideração”, disse o juiz, ressaltando que não há nenhum prazo estipulado para que os moradores prejudicados sejam ressarcidos pelos prejuízos.

O comerciante Henrique Narciso, morador da localidade há 12 anos, é um dos que estão morando em casa alugada desde que o acidente aconteceu. O imóvel dele fica no entorno do moinho, sofreu rachaduras e teve o telhado danificado. A expectativa com a visita de um representante do Poder Judiciário é que o problema possa finalmente ser resolvido. 

“Até agora, o moinho está dando a assistência através do pagamento do aluguel, mas o que nós queremos é que o problema seja resolvido logo para que possamos voltar às nossas casas”, disse o morador.

A artesã Eleuza Cavalcanti teve a casa danificada por conta do acidente e decidiu fazer os reparos por conta própria. Mesmo depois de gastar cerca de R$ 38 mil, ela ainda não foi autorizada a voltar para o imóvel. 

“Fiz o serviço todo por conta própria. Não iria esperar pela boa vontade de ninguém. Mesmo assim, não vim morar na residência porque não fui autorizada", disse a moradora, que também recebe um valor para pagar aluguel da casa onde mora atualmente. 

Judite Silva, moradora há mais de 40 anos do local, foi uma das mais prejudicadas pela queda do silo. Ela teve a frente da casa destruída e móveis roubados após o fato. “Ela ficou muito abatida com os problemas causados após o desabamento. Por conta disso, desenvolveu depressão, ficou agressiva, perdeu vários quilos e atualmente precisa tomar vários medicamentos. Ela, que era popular entre os moradores por ser uma pessoa alegre e cheia de vida, simplesmente se transformou em outra pessoa após esse acontecimento", disse Graça Fontan, vizinha de Judite.

Com gazetaweb.com