Juíza torna réu servidor que chamou Geddel de golpista

A juíza Pollyanna Kelly Alves, da Justiça Federal, aceitou queixa-crime do ex-ministro Geddel Vieira Lima contra um servidor do governo federal que em agosto último chamou o baiano de "golpista" dentro de um avião; a magistrada argumenta que o termo pode ser entendido como "expressão injuriosa apta a ofender a dignidade ou o decoro"; ela, porém, descartou as queixas por calúnia e difamação, justificando que a partir do impeachment de Dilma Rousseff "a expressão tornou-se banalizada"; "As palavras 'golpe' e 'golpistas' evidenciam, no contexto atual, o inconformismo daqueles que se sentiram insatisfeitos com o resultado do processo político constitucional de impedimento da ex-presidente"

A juíza Pollyanna Kelly Alves, da Justiça Federal, aceitou queixa-crime do ex-ministro Geddel Vieira Lima contra um servidor do governo federal que em agosto último chamou o baiano de "golpista" dentro de um avião; a magistrada argumenta que o termo pode ser entendido como "expressão injuriosa apta a ofender a dignidade ou o decoro"; ela, porém, descartou as queixas por calúnia e difamação, justificando que a partir do impeachment de Dilma Rousseff "a expressão tornou-se banalizada"; "As palavras 'golpe' e 'golpistas' evidenciam, no contexto atual, o inconformismo daqueles que se sentiram insatisfeitos com o resultado do processo político constitucional de impedimento da ex-presidente"
A juíza Pollyanna Kelly Alves, da Justiça Federal, aceitou queixa-crime do ex-ministro Geddel Vieira Lima contra um servidor do governo federal que em agosto último chamou o baiano de "golpista" dentro de um avião; a magistrada argumenta que o termo pode ser entendido como "expressão injuriosa apta a ofender a dignidade ou o decoro"; ela, porém, descartou as queixas por calúnia e difamação, justificando que a partir do impeachment de Dilma Rousseff "a expressão tornou-se banalizada"; "As palavras 'golpe' e 'golpistas' evidenciam, no contexto atual, o inconformismo daqueles que se sentiram insatisfeitos com o resultado do processo político constitucional de impedimento da ex-presidente" (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - A juíza Pollyanna Kelly Alves, da Justiça Federal, aceitou queixa-crime do ex-ministro Geddel Vieira Lima contra um servidor do governo federal que em agosto último chamou o baiano de "golpista" dentro de um avião. A magistrada argumenta que o termo pode ser entendido como "expressão injuriosa apta a ofender a dignidade ou o decoro".

Apesar de ter decidido dar sequência ao processo por injúria, a juíza substituta descartou as queixas de Geddel por calúnia e difamação, e justificou sua decisão dizendo que a partir do impeachment de Dilma Rousseff, "a expressão tornou-se banalizada e ordinariamente utilizada".

"As palavras 'golpe' e 'golpistas' evidenciam, no contexto atual, o inconformismo daqueles que se sentiram insatisfeitos com o resultado do processo político constitucional de impedimento da ex-presidente da República", escreve a juíza Pollyanna Kelly em sua decisão.

A Justiça deu prazo para que o servidor apresente sua resposta à acusação pelo crime de injúria. Só então decidirá pela condenação ou absolvição.

Num voo de Brasília para Salvador, em agosto de 2016, quando Geddel era ministro da Secretaria de Governo, o servidor federal Edmilson Dias Pereira anunciou a presença do peemedebista no avião em voz alta.

"Senhoras e senhores, nós temos aqui no avião o ministro Geddel Vieira Lima, do governo golpista do Michel Temer, que é parceiro do Eduardo Cunha. Golpista! Golpista! Vocês vão ficar marcados para sempre como golpistas", gritou Pereira, que filmou a cena e divulgou nas redes sociais. Em outra ação, o ex-ministro pede ainda uma indenização de R$ 50 mil ao servidor público.

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