Julgamento de Dilma será político, afirma relator

Jovair Arantes (PTB-GO), visto como aliado de Eduardo Cunha, sempre participou dos governos do PT indicando pelo menos o chefe da Conab; fiel aos seus muitos vínculos, garante que manterá na comissão do impeachment uma posição de neutralidade; o petebista diz que a presidente terá amplo direito a defesa, mas ressalta que o julgamento será “muito mais político do que técnico ou jurídico”; Jovair pondera que o clamor das ruas não deve influenciar suas decisões: “Não estamos falando de uma republiqueta de quinta. Estamos falando da oitava economia do mundo”

Jovair Arantes (PTB-GO), visto como aliado de Eduardo Cunha, sempre participou dos governos do PT indicando pelo menos o chefe da Conab; fiel aos seus muitos vínculos, garante que manterá na comissão do impeachment uma posição de neutralidade; o petebista diz que a presidente terá amplo direito a defesa, mas ressalta que o julgamento será “muito mais político do que técnico ou jurídico”; Jovair pondera que o clamor das ruas não deve influenciar suas decisões: “Não estamos falando de uma republiqueta de quinta. Estamos falando da oitava economia do mundo”
Jovair Arantes (PTB-GO), visto como aliado de Eduardo Cunha, sempre participou dos governos do PT indicando pelo menos o chefe da Conab; fiel aos seus muitos vínculos, garante que manterá na comissão do impeachment uma posição de neutralidade; o petebista diz que a presidente terá amplo direito a defesa, mas ressalta que o julgamento será “muito mais político do que técnico ou jurídico”; Jovair pondera que o clamor das ruas não deve influenciar suas decisões: “Não estamos falando de uma republiqueta de quinta. Estamos falando da oitava economia do mundo” (Foto: Realle Palazzo-Martini)

247 - O deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO), relator da comissão que vai analisar o impeachment de Dilma Rousseff (PT), afirma que o julgamento da presidente não deve ater-se aos aspectos legais, embora ressalte que a democracia e a Constituição estabeleçam o amplo direito de defesa. “Evidentemente que é um julgamento muito mais político do que técnico ou jurídico”, disse o líder petebista, em entrevista à jornalista Fabiana Pulcineli, do jornal O Popular, de Goiânia.

Classificado como aliado de primeira hora do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), adversário declarado de Dilma, Arantes minimiza a relação com o parlamentar fluminense: “A proximidade minha com Cunha é a mesma da proximidade da presidente Dilma.”

De fato, Jovair sempre foi íntimo dos governos, especialmente os do PT. Desde o primeiro governo Lula o parlamentar indica um aliado para pelo menos um cargo importante da República, a presidência da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Atualmente, a companhia é presidida pelo engenheiro e petebista Lineu Olímpio, ex-prefeito de Jaraguá, município goiano de cerca de 40 mil habitantes, distante 230 quilômetros a oeste de Brasília.

Discrição

Jovair sempre foi um parlamentar muito hábil nos bastidores. Apesar de avesso à mídia e aos debates polêmicos, sempre figurou como um dos “cabeças do Congresso”. Dessa vez, no entanto, resolveu mostrar a cara: “Meu estilo é mais discreto. Mas a decisão (de aceitar a relatoria) foi porque meu nome foi o que mais confluiu para ser consenso, tanto é que foi muito rápida.”

O parlamentar se diz preocupado com o ambiente inflamável da política brasileira. Segundo ele, a situação é muito grave e o processo de impeachment serve para impedir que haja uma convulsão social e uma guerra entre irmãos no Brasil.

Jovair diz que o clamor das ruas não vai influenciar suas decisões. “É bom falar que não estamos falando da derrubada de um estadista de uma republiqueta de quinta. Estamos falando da oitava economia do mundo, um País respeitado no mundo e precisa continuar sendo respeitado.”

Lula

O petebista considerou um erro alçar o ex-presidente Lula à condição de ministro da Casa Civil. Segundo ele, a medida acirrou uma situação que já era ruim. “Respeito o presidente Lula enquanto político, cidadão e ex-presidente, mas acho que foi um erro muito ingênuo, até primário. Uma ação política absolutamente desastrosa.” 

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