Jungmann explica sua candidatura à Câmara Municipal

Em nota, o pós-comunista, que chegou a se colocar como prefeiturável recifense, o Legislativo precisa se renovar

Jungmann explica sua candidatura à Câmara Municipal
Jungmann explica sua candidatura à Câmara Municipal (Foto: Divulgação)

Leonardo Lucena_PE247 – Candidato a vereador do Recife, o ex-ministro Raul Jungmann (PPS) justifica sua postulação à Câmara Municipal pela importância da instituição e do seu “relevante papel” na polícia da cidade, levando em consideração o interesse público. Além disso, na avaliação do pós-comunista, que chegou a se colocar como pré-candidato a prefeito, é preciso renovar a Casa, pois trocar de prefeito não basta. Confira, abaixo, a nota:

Por Raul Jungmann

Meu sonho e projeto era ser candidato a prefeito do Recife.

Comecei a construir isso em 2004 na disputa pela prefeitura, quando fiz uma campanha “olímpica”, com pouquíssima grana (como sempre…) e sem nenhum partido aliado.

Em 2010, quando entrei na difícil eleição para o Senado, abrindo mão de um provável mandato de deputado federal, fazia parte dos meus cálculos criar as condições para disputar novamente a prefeitura esse ano.

Não foi possível. Os apoios prometidos não se concretizaram e o cenário evoluiu para uma acirrada polarização entre os megapalanques capitaneados pelo PT de Lula e o PSB de Eduardo Campos.

Retirada nossa candidatura a prefeito, o passo seguinte foi decidir o que fazer nestas eleições: candidatar-me a vereador ou não? Decidi, após longa reflexão, me candidatar. Pelos seguintes motivos:

Minha base de atuação, história e projeto estão no Recife. Aqui nasci, estudei, cresci, vivo, criei meus filhos e tenho amigos e amigas que me são caros;

Como recifense, sofro e enfrento o dia a dia caótico de uma cidade que se deteriora, degrada, tem medo, não anda e vive uma das suas piores crises – insegura, sem rumo ou crença no futuro. Mas, ainda assim, com um potencial extraordinário a desenvolver; e

A rigor, minha carreira pública desde sempre foi em âmbito nacional, com uma breve passagem no plano estadual pela Secretaria de Planejamento. Entretanto, a experiência local me faz falta.

Amigos, vários, disseram que o meu currículo “não se prestava” a uma câmara de vereadores. Câmara que, segundo eles, pouco ou quase nenhum poder detém e de baixo nível de representação.

Deles discordo, por dois motivos: desde a Constituição Federal de 88, o poder local e as câmaras municipais ampliaram o seu papel, com maior autonomia e importância na condução dos negócios públicos da cidade e na vida dos cidadãos. Se elas, as câmaras, não exercem esse poder, é outra história.

Em segundo lugar, o desprezo ou desinteresse de parte da população pelo legislativo local, induz e reforça a sua crise de representação.

Em contrapartida, esse distanciamento dá força a um poder executivo pouco transparente e errático. Poder este que, via pacto perverso com a política e políticos clientelistas, mais interesses privados, bloqueia o sonho de uma outra cidade, mais justa, democrática e sustentável.

Portanto, se se quer dar um rumo ao Recife, trocar de prefeito não basta. É inadiável renovar e qualificar a nossa Câmara Municipal, instituição criada há 302 anos, palco e motor de nossa história, lutas e conquistas enquanto metrópole.

Por isso e com esse propósito, mas também para apoiar as candidaturas de Daniel Coelho a prefeito e Débora Albuquerque a vice, sou candidato a vereador pela minha cidade do Recife.

Espero poder contar com você.

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