Junto do MBL, Marchezan apoia censura a exposição LGBT

Cancelamento da exposição "Queermuseu – cartografias da diferença na arte da brasileira" que deveria estar aberta ao público até o próximo dia 8 de outubro, no Santander Cultural, em Porto Alegre, após pressão de grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), contou com o apoio do prefeito Nelson Marchezam Jr. (PMDB-RS), que afirmou que a mostra continha "imagens de zoofilia e pedofilia"; dentre os 85 artistas que estavam expostos no local, constavam obras de nomes reconhecidos internacionalmente, como Alfredo Volpi e Cândido Portinari

Porto Alegre, RS - 10.01.2017 Prefeito Nelson Marchezan J˙nior, se re˙ne com representantes do carnaval de Porto Alegre Foto: Eduardo Beleske/ PMPA
Porto Alegre, RS - 10.01.2017 Prefeito Nelson Marchezan J˙nior, se re˙ne com representantes do carnaval de Porto Alegre Foto: Eduardo Beleske/ PMPA (Foto: Paulo Emílio)

247 - O cancelamento da exposição "Queermuseu – cartografias da diferença na arte da brasileira" que deveria estar aberta ao público até o próximo dia 8 de outubro, no Santander Cultural, em Porto Alegre, após pressão de grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), contou com o apoio do prefeito Nelson Marchezam Jr. (PMDB-RS), que afirmou  que a mostra continha "imagens de zoofilia e pedofilia". 

O prefeito Nelson Marchezan, que é apoiado pelo MBL e que conseguiu uma liminar na Justiça determinando a proibição de protestos contra sua administração, apoiou o fechamento da exposição que, segundo ele, continha "imagens de zoofilia e pedofilia". Dentre as obras dos 85 artistas que estavam expostas no local, estavam nomes reconhecidos internacionalmente, como Alfredo Volpi e Cândido Portinari.

A professora da Universidade Federal do Ceará (UFCO, Lola Aronovich, usou as redes sociais pata definir o fato como "censura". A exposição, que retratava a diversidade sexual através de temáticas LGBT, foi alvo de críticas do MBL que comemorou o fim da exposição afirmando que "foi uma "vitória da pressão popular". Nas redes sociais, o MBL chegou a afirmar que o espaço cultural do Santander era a "vergonha dos gaúchos" e pediu que os correntistas da instituição financeira encerrassem suas contas em sinal de protesto.

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