HOME > Geral

Justiça bloqueia bens de esposa de advogado preso

A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul prepara um recurso para estender o bloqueio de bens a todas as pessoas próximas do advogado Maurício Dal Agno, inclusive a sua esposa, Márcia Fátima; segundo as investigações judiciais, o advogado desviou R$ 99 milhões de contas de seus clientes; a PF apontou que o advogado fez acordos em nomes de seus clientes e não repassou a eles os ganhos das causas judiciais ou indenizava-os com apenas 20% do devido, e não 80% como acordado nos contratos

A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul prepara um recurso para estender o bloqueio de bens a todas as pessoas próximas do advogado Maurício Dal Agno, inclusive a sua esposa, Márcia Fátima; segundo as investigações judiciais, o advogado desviou R$ 99 milhões de contas de seus clientes; a PF apontou que o advogado fez acordos em nomes de seus clientes e não repassou a eles os ganhos das causas judiciais ou indenizava-os com apenas 20% do devido, e não 80% como acordado nos contratos (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247 – A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul prepara um recurso para estender o bloqueio de bens a todas as pessoas próximas do advogado Maurício Dal Agno, inclusive a sua esposa, Márcia Fátima. Segundo as investigações judiciais, o advogado desviou R$ 99 milhões de contas de seus clientes. A Polícia Federal apontou que o advogado fez acordos em nomes de seus clientes e não repassou a eles os ganhos das causas judiciais ou indenizava-os com apenas 20% do devido, e não 80% como acordado nos contratos.

De acordo com o subdefensor público geral para assuntos jurídicos, Felipe Kirchner, o objetivo da iniciativa é "garantir um futuro ressarcimento aos clientes lesados no golpe". "Vamos apresentar um agravo de instrumento para estender os efeitos da decisão do juiz à esposa e ao escritório dele como pessoa jurídica. Caso a gente consiga identificar alguma relação de amigos próximos e familiares, que por ventura possam ter adquirido bens dele, também iremos representar contra eles", disse.

O advogado de Dal Agnol, Eduardo Sanz, nega todas as acusações ao seu cliente e diz nenhuma prova é verdadeira. "Todo patrimônio dele é declarado", acrescenta. Para o advogado, o processo é ilegítimo, uma vez que, segundo ele, três juízes que conduzem as investigações são, foram ou tem parentes que foram clientes do advogado. "Eles deveriam se declarar impedidos de atuar", afirma Sanz.