Justiça de Minas caça bens de Eike; R$ 800 milhões foram bloqueados

A Justiça mineira está à caça dos bens do empresário Eike Batista, com o objetivo de vender parte do patrimônio dele e fazer caixa para pagar as dívidas deixadas pela MMX Sudeste, que tem ele como principal controlador; em recuperação judicial desde 2014, a empresa deve R$ 792 milhões a mais de 500 credores; cabe ao administrador judicial da empresa, Bernardo Bicalho, encontrar o patrimônio do empresário

Rio de Janeiro - O empresário Eike Batista é levado pela Polícia Federal para o presídio de Bangu 9 após prestar depoimento na Praça Mauá. (Foto: Fernando Frazão/Agênci Brasil)
Rio de Janeiro - O empresário Eike Batista é levado pela Polícia Federal para o presídio de Bangu 9 após prestar depoimento na Praça Mauá. (Foto: Fernando Frazão/Agênci Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - A Justiça mineira está à caça dos bens do empresário Eike Batista, com o objetivo de vender parte do patrimônio dele e fazer caixa para pagar as dívidas deixadas pela MMX Sudeste, que tem ele como principal controlador. Em recuperação judicial desde 2014, a empresa deve R$ 792 milhões a mais de 500 credores. Cabe ao administrador judicial da empresa, Bernardo Bicalho, encontrar o patrimônio do empresário.

Em decisão inédita no País, publicada nesta quarta-feira (13), o Tribunal de Justiça (TJ-MG) determinou a desconsideração da personalidade jurídica no caso da recuperação judicial da mineradora. Como consequência, o valor devido pela MMX Sudeste pode ser arcado com o dinheiro pessoal dos sócios.

Segundo Bicalho, a mineradora foi utilizada de forma fraudulenta para enganar os investidores. “Como administrador da empresa, vi indícios de que a empresa foi utilizada pelos executivos e acionistas como instrumento para fraudar os credores. A imagem vendida era de que a empresa era robusta, com caixa. E, na verdade, não era nada disso. Por isso, seria necessário que os controladores arcassem com o problema”, disse ele.

O administrador judicial investiga a empresa desde 2014, quando o pedido de recuperação foi deferido. “Durante três anos foram solicitados inúmeros documentos para a empresa, que ora não os apresentava ou o fazia de forma incompleta com o objetivo de postergar o andamento da matéria no Judiciário”, completa Bicalho. Seu relato foi publicado no jornal Hoje em Dia.

O principal credor da companhia é a MRS Logística, com R$ 230 milhões a receber. Outras instituições que têm crédito com a empresa são Fidens Engenharia, Holley Parson, Mineradora Rio Branco, Bardella S/A e Bradesco.

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