Justiça libera jegues na Lavagem do Bonfim

Decisão, tomada com 24 votos a favor da participação dos animais e 10 contra, suspende efeitos de liminar concedida pelo juiz Ruy Eduardo Almeida Britto, da 6ª Vara da Fazenda Pública da capital, de janeiro de 2011, que vetava desfile de animais; suspensão da liminar foi pedida pela Prefeitura de Salvador

 Justiça libera jegues na Lavagem do Bonfim
Justiça libera jegues na Lavagem do Bonfim (Foto: Divulgação)
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Bahia 247 com Correio

A presença de animais conduzindo carroças na Lavagem do Senhor do Bonfim foi autorizada pelos desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ) durante sessão do Pleno realizada ontem. A decisão, tomada com 24 votos a favor da participação dos animais e 10 contra, suspende os efeitos de uma liminar concedida pelo juiz Ruy Eduardo Almeida Britto, da 6ª Vara da Fazenda Pública da capital, de janeiro de 2011, que vetava o desfile de animais.

Foi a Prefeitura de Salvador que solicitou a suspensão da liminar, pedida por duas entidades protetoras dos animais - a Associação Brasileira Terra Verde Viva e a Associação Célula Mãe -, além da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A justificativa dos desembargadores que votaram a favor é a preservação da tradição do desfile dos jegues na festa, desde que sob fiscalização para impedir maus-tratos. As ONGs, no entanto, criticam a posição da Justiça. "É lamentável que existam animais na festa, não tem nenhuma necessidade. A mentalidade das pessoas mudou e já sabe que os animais têm medo dos fogos de artifício, ficam sem beber água, uma série de maus-tratos", afirma Gislaine Brandão, presidente da ONG Bicho Feliz.

De acordo com Ana Rita Tavares, da Associação Terra Verde Viva, uma das entidades que pediram a liminar, as associações irão recorrer. "Provavelmente vai acabar no Supremo Tribunal Federal. De qualquer forma, a Ação Civil Pública que originou a liminar deve ser julgada até setembro", diz.

Para ela, o argumento da tradição não sustenta a liberação. "O que os desembargadores que votaram a favor precisam entender é que, no momento em que os jegues foram introduzidos na festa, não existiam veículos motorizados. Todas as provas dos maus-tratos estão nos autos do processo", diz Ana Rita.

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