Justiça manda soltar esposa e irmã de Sukita
A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), sediado em Recife, revogou a prisão preventiva da esposa do ex-prefeito Sukita Santos, Silvany Yanina Mamlak, e da irmã dele, a empresária Clara Miranir Santos; elas já deixaram o presídio de Nossa Senhora do Socorro; "A prisão preventiva não se presta a antecipar qualquer tipo de punição, nem para aplacar qualquer sentimento de impunidade da população. Ela serve para garantir o sucesso do processo, e seria ilógico manter preso alguém que não foi julgado", disse a defesa; Sukita, porém, permanece preso
247 - A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), sediado em Recife (PE), revogou a prisão preventiva da esposa do ex-prefeito Sukita Santos, Silvany Yanina Mamlak, e da irmã dele, a empresária Clara Miranir Santos. O pedido de habeas-corpus que tinha sido impetrado pelo advogado das acusadas, Aurélio Belém do Espírito Santo, foi aceito por dois votos a um. O relator do processo, desembargador federal Francisco Bezerra Cavalcanti, votou contra a libertação, mas foi vencido pelos desembargadores Manoel de Oliveira Erhardt e José Maria de Oliveira Lucena.
Já no final da tarde da quinta-feira (26), as duas deixaram o Presídio Feminino, em Nossa Senhora do Socorro. A prisão preventiva delas havia sido decretada pela 6ª Vara Federal de Sergipe, cuja juíza foi notificada do habeas-corpus em telegrama recebido horas antes. Clara e Silvany foram detidas no último dia 3 pelas polícias Civil e Federal, durante a "Operação Pop". Ambas passaram cerca de duas semanas detidas em delegacias da Polícia Civil e só conseguiram dar entrada no Prefem na semana passada, por causa da greve dos agentes penitenciários. A defesa alegou que esta situação foi "um abuso de autoridade".
Aurélio argumentou, durante o julgamento, que não há nenhum motivo objetivo para que as duas permaneçam presas. "A prisão preventiva não se presta a antecipar qualquer tipo de punição, nem para aplacar qualquer sentimento de impunidade da população. Ela serve para garantir o sucesso do processo, e seria ilógico manter preso alguém que não foi julgado", disse o advogado, destacando ainda que as mulheres não oferecem risco ao processo e colaboraram com as investigações da polícia e do Ministério Público. Clara e Silvany são acusadas por desvio de recursos, lavagem de dinheiro e crimes de responsabilidade, os quais teriam sido cometidos durante a gestão de Sukita na Prefeitura de Capela, entre 2004 e 2012.
Com informações do Jornal do Dia