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Justiça nega liberdade provisória a Luiz Argôlo

Preso desde abril deste ano, em decorrência da 11ª fase da Operação Lava Jato, o ex-deputado baiano Luiz Argôlo vai aguardar a decisão final da Justiça no Paraná para saber se continuará detido no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, ou se deixará a penitenciária estadual; responsável pelos processos da Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro negou pedido de liberdade provisória feito pela defesa do político; a defesa de Argôlo diz que Moro decidiu aguardar a sentença final, prevista para sair em outubro

Preso desde abril deste ano, em decorrência da 11ª fase da Operação Lava Jato, o ex-deputado baiano Luiz Argôlo vai aguardar a decisão final da Justiça no Paraná para saber se continuará detido no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, ou se deixará a penitenciária estadual; responsável pelos processos da Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro negou pedido de liberdade provisória feito pela defesa do político; a defesa de Argôlo diz que Moro decidiu aguardar a sentença final, prevista para sair em outubro (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Preso desde abril deste ano, em decorrência da 11ª fase da Operação Lava Jato, o ex-deputado federal baiano Luiz Argôlo vai aguardar a decisão final da Justiça no Paraná para saber se continuará detido no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), ou se deixará a penitenciária estadual.

Responsável pelos processos da Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro negou pedido de liberdade provisória feito pela defesa do político. A informação foi confirmada ao jornal Tribuna da Bahia pelo advogado de Argôlo, Pedro Scavuzzi. Segundo ele, Moro decidiu aguardar a sentença final, prevista para sair no próximo mês. O ex-deputado foi denunciado pela prática de atos de corrupção e atos de peculato. Argolo será ouvido por Moro no próximo dia 9 (quarta-feira). 

O Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-deputado baiano de usar verba parlamentar para ir até o escritório de Youssef para recebimento de propina. Segundo a Procuradoria da República, o ex-parlamentar visitou 78 vezes o doleiro. Pelo menos 40 viagens foram bancadas com recursos públicos da Câmara dos Deputados.

Segundo a Justiça, Youssef pagou móveis, gado, cadeira de rodas e até um helicóptero para Argôlo, que era do PP, partido do vice-governador da Bahia, João Leão, citado na Lava Jato, e do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Mario Negromonte, indiciado no processo.

O dinheiro utilizado por Youssef para beneficiar Argôlo era proveniente do esquema de corrupção na Petrobras. Nas 1.411 mensagens de celular trocadas entre os dois, de setembro do ano passado a março deste ano, a Polícia Federal informou no inquérito que a linha utilizada pertencia à Câmara dos Deputados.